ARCO DO TRIUMPHO

ARCO

Paulo Zifum

Pretendo ser mais do que sou
Para ser alguém
Desfilar com meu alazão
Pelos portões de Roma
Receber os meus lauréis
Ter a glória em seu momento
Isso é bom! Isso é bom!
 
Mas foi num desses portões
Que Davi se humilhou
Entre as servas, empregados
Foi que o rei se misturou
Esvaziou-se de seus trajes
Adorou e adorou
 
E os da ordem micalesca
Não conseguem entender
Que a vaidade gigantesca
Quer a glória absorver
Mas Davi foi mais esperto
E a seu verme foi conter
Disfarçou-se de anônimo
Para não se corromper
 
E o plano mais secreto
De triunfo obter
Pode esconder por completo
A vaidade do poder
Seja numa discussão
Ou domínio sobre alguém
Pela busca a verdade
Sem amor ou piedade
Faz um mal e não um bem
 
Eu pergunto a mim mesmo
O que pretendo fazer?
Nos portões de Roma entrar
E desfilar com meu poder
Ou no Arco da Cruz passar
E meu ego dissolver
 
Dividido eu cavalgo
Ora sim e ora não
Entre o ser e o não ser
Sinto Deus a me vencer
E no Arco de Seu Filho
Derrotado por sua graça
Seu triunfo hei de ter
 
 
 
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