QUEBRAMOS

vaso-quebrado

Paulo Zifum

Quebramos

Igual carro e ventilador

Igual impressora e computador

Nossas funções disfuncionam

Os que usam reclamam

 

Enguiçamos

Igual máquina de lavar

Igual o velho celular

Nossos botões não obedecem

Os que usam enlouquecem

 

Esfriamos

Igual ferro de passar

Igual forno de assar

Nossa resistência rompe

Nosso gás se esvai

Os que usam dizem ai

 

Ainda bem, meu Deus!

Que tem gente que usa

Mas não abusa 

E cuida com carinho

Do homem e da mulher

Da criança e do velhinho

 

Se alguém que você ama
Quebrou grave, quebrou feio
Não o jogue de escanteio
A Deus entregue o manuseio
Você não é especialista
Às vezes só um consumista
Não tente consertar
Pois pode piorar
 

Quando eu desregular, querida

Porque quebrei algo na vida

Vou gastar mais que preciso

Vou te dar um prejuízo

Por favor, ore, sim

Peça a Deus dar jeito em mim

Ele regula a injeção

Desse sujo coração

  

Pessoas quebram sem dar aviso

Pai enguiça sem avisar

Mãe surta sem comunicar

Filho peca sem informar

Mas Deus, é socorro bem perto

E se, a pessoa ele não consertar

Paciência ele vai lhe dar

 

Algo a arrumar?

Ore o Pai Nosso e peça ajuda

Ligue 080070X7 para esperar
Ligue 0800Tireatrave para ajudar
Ligue 0800CredorIncompassivo para perdoar
 
 

 

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JESUS NASCEU E VOCÊ?

Paulo Zifum

O nascimento de Jesus foi milagroso. O Natal foi um mistério que até hoje está oculto aos homens comuns que comemoram a data natalina. O nascimento de Jesus abriu caminho para uma nova compreensão da conversão no NT, a saber, o novo nascimento. Cada cristão vive o seu Natal necessário.

ESTATÍSTICA PARA RELACIONAMENTOS

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Paulo Zifum

               Briguei com uma pessoa muito querida. No meio da discussão ela fez aquilo que pessoas com raiva fazem rápido e mal feito: Estatística. Quando estamos em posição de ataque, somos tentados a usar “dados químicos”.  Aqui vai um pedaço da briga:
                -Você combina uma coisa e depois faz outra.
                -Não se preocupe, foi só uma pequena mudança, mas volto em tempo.
                -Sim. Em cima da hora, para fazer tudo às pressas.
                -Você está exagerando. 
                -É. Você sempre faz desse jeito.
               E assim a temperatura subiu e a briga foi estancada com resmungos de saída. No caminho analisei a injustiça do “ataque contra civis”. Comparado às centenas de vezes que dediquei-me integralmente, eu não deveria ser cobrado como se aquela situação me definisse. Como vingança, lancei-me à estatística e descobri uma dezena de vezes que a pessoa, já não tão querida, tratou com despreparo os eventos em que eu estava à frente. e pensei: Quando o evento é dela eu tenho que dedicar-me por inteiro, mas quando…
                Assim começa uma disputa, quando não, uma guerra. E isso se aplica desde suscetibilidades pessoais e até de nações. Somos traídos por nosso coração ardiloso e rancoroso, e acabamos encomendando a “estatística do desafeto”, onde os dados que interessam são super valorizados.
                Jesus viveu e contou histórias onde os relacionamentos são postos à prova de estatísticas. Para ensinar a Pedro sobre a estatística do amor, Jesus contou a história de um homem que foi perdoado de uma dívida impagável de milhões, mas foi incapaz de aliviar um pequeno inadimplente que lhe devia menos de cinco mil reais. Essa história, que revela o lado sombrio da humanidade, era uma resposta à pergunta de Pedro sobre quantas vezes se deve perdoar alguém.
               Uma vez trouxeram a Jesus uma mulher adúltera para que a julgasse. Jesus olhou e viu os homens com pedras nas mãos e, logo percebeu que não se tratava de uma consulta, pois a decisão de matar a mulher já tinha sido tomada. Então, Jesus provoca a estatística correta e desafia: “Quem não tem pecado, atire a primeira pedra”.
               Jesus viveu cada palavra que ensinou (muito diferente de nós que somos incapazes de  viver por nossas palavras). Uma das provas mais dramáticas ocorreu na cruz. Jesus estava exausto, depois e quase doze horas de espancamento físico e emocional. Alí ele invoca a mais estranha das estatísticas e diz: -Pai, perdoe-os, porque não sabem o que fazem”. A habilidade de Jesus para usar a estatística em nome do amor contrasta com a nossa agilidade para usar dados a nosso favor. 
               É claro que não estamos falando aqui da coleta de dados usada para se evitar maus investimentos ou checar riscos. Uma família deve avaliar o passado de um noivo antes de agrega-lo . Uma empresa deve investigar um executivo antes de dar poderes a ele. Mas, estamos falando do assunto iniciado neste artigo,  a saber: nossos relacionamentos mais próximos, nossas oportunidades de ajudar afetivamente alguém, nossa dificuldade de usar dados favoráveis.
               A frase “tudo o que você disser, poderá ser usado contra você” é uma máxima nas relações humanas. O problema é que, na maioria das vezes, a estatística é usada para o mal, como arma do legalismo ferrenho que há dentro de nós.
              Para Deus, somos o futuro que ele planejou. Para os homens, somos o nosso passado. Para Deus o perdão cobre a estatística do fracasso. Para os homens, a estatística explica a rigidez do presente. E quando usamos os dados do passado ruim do outro para definir nossa atitude, então, não somos muito diferentes de Hitler. 
             Não sou à favor de um mundo mole, sem regras claras e cheio de hipocrisias. Acredito na Bíblia  que alerta contra a justiça frouxa e a impunidade por parte das autoridades constituídas. Mas, na relação diária, não devemos ser policiais ou juízes uns dos outros. Jesus nos ensinou a sermos gentis e entregarmos o balanço estatístico para Deus. Ele, no final, dará a cada um segundo suas obras.
             Depois de um dia pensando nisso, aquela pessoa querida voltou a ser querida e meu banco de dados também voltou a ser cristão. Agora, procuro desconfiar do uso rápido da estatística relacional e resisto a rastejantes pensamentos de auto comiseração. Deus cobre minha multidão de pecados e, se não fosse isso, eu seria só o que meu passado diz. Mas, pela estatística da esperança, Cristo me comprou, mesmo eu sendo esse pântano que fui e sou. Desejo me relacionar com as pessoas com essa base de dados. Com a ajuda de Deus, assim farei.

FAÇA UMA ORAÇÃO

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Paulo Zifum

Faça uma oração
Se puder em algum lugar
Converse com Deus
Se puder acreditar
Que Ele te ouve e é bom
Aproxime-se
Faça uma oração
 
Diga a Deus o que Ele sabe
Se puder seja bem simples
Fale com calma
Se puder pense com a alma
Fale sobre o que preocupa
Aproxime-se
Diga a Deus o que Ele sabe
 
Faça uma oração
Se puder em algum lugar
Diga o que dói no coração
Ou cante só uma canção
Conte a Deus segredos sujos
Mostre o quanto está contrito
Se puder fique em silêncio
Aproxime-se
E faça apenas uma oração
 
Se puder ao meio dia
Se puder por todo o dia
Pessoas que oram melhoram
Nesse mundo ilusão
De tão duro coração
Faça uma oração
Mesmo que não saiba orar
Se puder em algum lugar
Aproxime-se
Faça e Deus te ouvirá
 
 
 
 
 
 

BRIGA DE CASAL

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Paulo Zifum

Por quê os casais brigam?
Porque são casais
Consumados esponsais
Repartem os mesmos ais
Embaixo do mesmo teto
Perdem a paciência como a mulher de Jó
Olham pra trás  como a esposa de Ló
E brigam cegos como Jacó
 
E a noite toda em discussão
Resistem a Deus sem confissão
Até que machucam o coração
 E brigam
Mas ninguém vence
 
Por quê casais brigam?
Porque fazem esquemas
De viver e prevalecer
Até que a briga passe a ser
Causa e um jeito de viver
E brigar é o que se faz
Sentido que não se tem mais
 
E a  noite toda de escuridão
Resistem a Deus sem submissão
Sofrendo a dureza do coração
E brigam
E são derrotados
 
Por quê casais brigam?
Porque  não sabem o que estão fazendo
E brigam por um reino pequeno
E falam o que não sabem como fez Jó
E se demoram como fez Ló
Ou buscam vantagem como Jacó
Casais brigam pelas coisas erradas
 
Mas se pedirem a Deus
Ajuda para amar
Não irão apenas brigar
Irão vencer 

PARA BENS

Paulo Zifum

Para alegrar seu aniversário
Parabéns!
Para prefixo de proximidade
Para todo tipo de idade
Para agradar deve-se dar bens
Para abraço um carinho
Para dar um presentinho
Para bens sem um tostãozinho
Paro e escrevo esse versinho
Para um email enviar
Para rir e te alegrar
 
Ass.: Parano Gstaku Ljinha
 
 

DESPERDÍCIO DE NATAL

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Paulo Zifum

                      Todo ano as prefeituras investem grande soma de dinheiro para enfeitar a cidade. Pagam fortunas para iluminar ruas praças e trazer o circo para alegrar as multidões. Neste ano a prefeitura de Belo Horizonte gastou R$4.5 milhoes com pisca-pisca e contratou artistas pagando quase meio milhão. São José dos Quatro Marcos em MT gastou R$400.000 com uma árvore de Natal. Mas, a árvore da Lagoa Rodrigo de Freitas no RJ é insuperável com o custo de R$3 milhões. Não dá para somar tudo o que se arranca do erário municipal para dar ao Natal um pouco de “glamour”.
                     Faço parte de uma pequena comunidade religiosa e em nossa igreja gastamos R$42 com pisca-pisca. Fizemos uma pintura no palco com mão de obra doada e uma tinta que já tínhamos. Pedimos a uma pessoa que, ao invés de montar sua grande árvore em sua sala, montasse na igreja.  Paupérrimo! Mas, em compensação, gastamos R$1.200,00 contratando um professor de canto que ensaiou e ensinou técnicas vocais. O coral saiu e fez bonito. E tudo foi investido para uma apresentação assistida  por 150 pessoas. Nada foi desperdiçado.
                    Mas, o Natal original… esse, sim, foi um grande desperdício!
                    Há dois mil anos atrás, Deus contratou uma trupe gigante de anjos que ensaiaram um coral só para anunciar o nascimento de Jesus. Os anjos foram informados do local e qual seria o auditório. Que desperdício! Uma peça tão linda apresentada para meia dúzia de homens de uma empresa de segurança. E  lá foi o coral inteiro cantar para os pastores que estavam no turno da madrugada. Você conhece essa história? 
                    Os convidados da estrebaria ficaram constrangidos por estarem, só eles, num evento tão maravilhoso. Pois é. Não divulgaram o show para mais ninguém. Os magos, únicos convidados da elite,  devem ter recebido um email ou SMS, mas chegaram um pouco atrasados e nem assistiram ao coral celestial.
                   O local do nascimento foi bem discreto, quase sem gasto algum. A iluminação foi uma estrela guia, mas a prefeitura de Belém  não patrocinou. Não há registros de despesas com hospedagem. Não há registros de gastos de viagem. Mas foi tudo um grande desperdício! 
                  Herodes, rei na época, ficou sabendo do discreto Natal e morreu de inveja. Ou melhor, matou de inveja. Talvez por causa da comitiva dos Magos que procuravam por um rei recém-nascido. Esse rei sinistro gastou com a polícia para fazer o serviço sujo de apagar  o Natal, mas, não conseguiu. Jesus escapou das garras de Herodes por causa do caro serviço de inteligência que também estava à serviço do Natal divino. 
                 O Rei Jesus nasceu. E como foi seu nascimento? Discreto e de baixo custo humano (baixíssimo, diga-se de passagem), e, assim seguiu sua vida num padrão de baixo custo. Só o custo divino que foi uma exorbitância. Eles (a Trindade) gastaram praticamente tudo no Natal. Esvaziaram um terço da glória do céu para o investimento no Natal. A kenosis (termo grego para o “custo” da vinda de Jesus ao mundo) foi inexplicável.  Mas, no final, o baixo custo humano deu lugar ao alto custo da Cruz  (uma conta que se pagou com moeda humana,  a saber: o morte do homem Deus).
                 E foi assim o Natal divino! Um desperdício! Ó profundidade da riqueza!
                 Agora, vamos voltar ao assunto sobre o gasto natalino das prefeituras. Há quem diga que é um absurdo o que as autarquias federais gastam com o Natal. Mas, não acho que gastam muito. Elas só gastam mal.
                 Quem gastou muito foi Deus! O primeiro Natal foi caríssimo e nenhuma prefeitura megalomaníaca poderá superar!
                 O amor do Natal divino continua sendo desperdiçado e pouco compreendido. E os que conseguem compreender um pouco o que aconteceu há dois mil anos, acham o Natal humano muito pobre. Ficamos constrangidos.