LEVEAVIDALEVE

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Paulo Zifum

Se você leve
Vive
Se você pesa
Afunda
 
E quem aguenta ir tão fundo
E levar nas costas o mundo?
E tudo fica sério
Mesmo quando não é tudo isso
 
Se você leve
Respira
Se você pesa
Enterra
 
E quem aguenta ir tão absorto
E descer a vida assim tão morto?
E tudo fica sério
Mesmo quando não é tudo isso
 
Se você leve
Vive
Respira
Flutua
E volta pra Deus
 
 
 

TRABALHO PRO BONO

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Paulo Zifum

              Trabalho pro bono (para o bem do povo) é o trabalho voluntário feito por profissional. Muitos profissionais de alta competência doam seus serviços chegando a pagar apara realizar essa admirável ação. Minha amiga, por exemplo, trabalha pro Bono, dono de uma fábrica de sorvete, e pelo que ele paga, pode se dizer que ela trabalha de graça. Não ri, não! Tem gente que trabalha quase que de graça mesmo.
             Minha mãe nem sabe desse tal de pro bono, mas dedicou sua vida especializada para administrar o sistema jurídico, executivo, legislativo, previdenciário e até penitenciário da família. Com onze filhos, foi pro bono até altas horas. Totalmente de graça. Meu pai, nem se fala, pois vivia socorrendo todo mundo.
            Tem esposa que se irrita com o tal de trabalho pro bono de algumas amigas de trabalho do marido.
            -Amor, quebrei a perna no serviço e a Paula veio me trazer no hospital. Perece que terei de fazer uma cirurgia.
           -Quem é a Paula?
           Pois, é nem sempre o pro bono é bem visto pelo povo.  Mas, o que importa é a diferença que faz na vida do próximo esse socorro. Ajudar as pessoas é um reflexo da imagem de Deus no homem. Doar-se em favor de alguém sem cobrar nada é amor perene e algumas profissões são muito requisitadas. Por exemplo, profissionais da construção civil , podem realizar pro bono todo dia e o que não falta é cliente.
Sempre tem alguém precisando de instalar algo e não tem dinheiro para pagar um profissional. O problema que é todos querem pro bono. Todos, até os ricos. Os políticos então, acham que nós contribuintes somos um paraíso pro bono. 
          Tenho um amigo que corta meu cabelo de graça. Faz questão, faz festa quando chego no salão. Eu tenho dinheiro, mas quem disse que pro bono é só para pobre? O trabalho voluntário pode comunicar honra, gratidão. Nem tudo pode ser medido em vil metal.
          Qual foi a última vez que você prestou serviço voluntário dentro de sua especialidade?  Se você está há muito tempo sem um pro bono, corre o risco de se formatar num mundo materialista onde o mercado é pro male.
         Ofereça, doe sua mão de obra ou apenas seu tempo precioso para ajudar pessoas!

ECONOMIA DE AMOR

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Paulo Zifum

              Seu amor é econômico? Tem gente cujo o amor é gastão, mas a maioria das pessoas economiza bastante. O racionamento do amor pode parecer prudência, mas na verdade é pobreza mesmo. E a situação humana é de tanta crise que já se diz que não amamos, nós negociamos. O amor com o qual nos “viramos” no dia a dia é cheio de reservas e restrições. Amamos pelo mérito, amamos o belo e prazeroso, posto que é vantajoso. Nisso, economizamos nossas afeições, calculamos o que vale a pena “amar”. Talvez você seja uma exceção, mas a maioria de nós amantes é bem oportunista.
             Somos econômicos também pelo medo de amar, de se entregar. Alguns já tomaram tanto calote que ficaram ressabiados com os gastos pródigos do amor. Sem perceber, numa sociedade individualista, nós encolhemos. Economizamos na relação conjugal, na relação pais e filhos, na relação com amigos, na relação com pobres e necessitados. Poupamos tanto amor até reduzirmos a vida ao básico triste, de uma vida sem riscos e sem alegria.
            Passamos a comer sozinhos em panelinhas bem fechadas, sem colocar um prato a mais na mesa. Passamos a falar de amor “quase nada”. Economizamos até elogios, que é algo tão barato. E a mesquinhez se estende nas ruas quando um artista faz algo legal na calçada e não recebe nada (porque o problema não é falta de dinheiro, mas a falta de amor pelo próximo).  A tendência do “mercado do amor” hoje em dia é cortar gastos e terceirizar setores. E como o amor,  na maioria das vezes, precisa de dinheiro para se tornar um fato, as pessoas evitam amar demais. O amor, pra ser amor, tem que ser desprendido. 
            Com isso não devemos cair na ideia pueril de que dar presentes caros é sinônimo de amor. Não é saudável pensar que descontrole e falta de planejamento sejam manifestações de amor. Tem gente que gasta tempo inutilmente em torno de afeições culpadas, fazendo coisas dispendiosas para compensar falhas. Adolescentes gastam muito com seus amores, mas a maioria gasta mal, porque intensidade nem sempre significa qualidade.  Mas, ainda assim, a maioria economiza demais e dá presentes que não chegam nem perto da dignidade do objeto amado.
               Segundo a definição clássica do amor encontrada em Paulo no texto de 1Coríntios 13, o amor é pródigo, não é nada econômico. Quem ama de verdade fará sacrifícios e empobrecerá para enriquecer a outros. Os indicadores do amor e suas taxas são exorbitantes. A Bíblia diz  que Deus é amor, não como o econômico teórico amor humano, mas o amor divino é prático, pois diz: “Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu único Filho” e “Deus prova o seu amor pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores”. Esse amor nunca foi economizado, antes tem sido desperdiçado pelos homens.
           Como estão seus investimentos?  
             Suas relações estão “inflacionadas” pelas cobranças?
                O Ministério da Fazenda de Deus alerta:
               Quanto mais se economiza, menos se tem!