ECONOMIA DE AMOR

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Paulo Zifum

              Seu amor é econômico? Tem gente cujo o amor é gastão, mas a maioria das pessoas economiza bastante. O racionamento do amor pode parecer prudência, mas na verdade é pobreza mesmo. E a situação humana é de tanta crise que já se diz que não amamos, nós negociamos. O amor com o qual nos “viramos” no dia a dia é cheio de reservas e restrições. Amamos pelo mérito, amamos o belo e prazeroso, posto que é vantajoso. Nisso, economizamos nossas afeições, calculamos o que vale a pena “amar”. Talvez você seja uma exceção, mas a maioria de nós amantes é bem oportunista.
             Somos econômicos também pelo medo de amar, de se entregar. Alguns já tomaram tanto calote que ficaram ressabiados com os gastos pródigos do amor. Sem perceber, numa sociedade individualista, nós encolhemos. Economizamos na relação conjugal, na relação pais e filhos, na relação com amigos, na relação com pobres e necessitados. Poupamos tanto amor até reduzirmos a vida ao básico triste, de uma vida sem riscos e sem alegria.
            Passamos a comer sozinhos em panelinhas bem fechadas, sem colocar um prato a mais na mesa. Passamos a falar de amor “quase nada”. Economizamos até elogios, que é algo tão barato. E a mesquinhez se estende nas ruas quando um artista faz algo legal na calçada e não recebe nada (porque o problema não é falta de dinheiro, mas a falta de amor pelo próximo).  A tendência do “mercado do amor” hoje em dia é cortar gastos e terceirizar setores. E como o amor,  na maioria das vezes, precisa de dinheiro para se tornar um fato, as pessoas evitam amar demais. O amor, pra ser amor, tem que ser desprendido. 
            Com isso não devemos cair na ideia pueril de que dar presentes caros é sinônimo de amor. Não é saudável pensar que descontrole e falta de planejamento sejam manifestações de amor. Tem gente que gasta tempo inutilmente em torno de afeições culpadas, fazendo coisas dispendiosas para compensar falhas. Adolescentes gastam muito com seus amores, mas a maioria gasta mal, porque intensidade nem sempre significa qualidade.  Mas, ainda assim, a maioria economiza demais e dá presentes que não chegam nem perto da dignidade do objeto amado.
               Segundo a definição clássica do amor encontrada em Paulo no texto de 1Coríntios 13, o amor é pródigo, não é nada econômico. Quem ama de verdade fará sacrifícios e empobrecerá para enriquecer a outros. Os indicadores do amor e suas taxas são exorbitantes. A Bíblia diz  que Deus é amor, não como o econômico teórico amor humano, mas o amor divino é prático, pois diz: “Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu único Filho” e “Deus prova o seu amor pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores”. Esse amor nunca foi economizado, antes tem sido desperdiçado pelos homens.
           Como estão seus investimentos?  
             Suas relações estão “inflacionadas” pelas cobranças?
                O Ministério da Fazenda de Deus alerta:
               Quanto mais se economiza, menos se tem!
 
             
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