ROUPA PARA O BAILE

a-roupa-nova-do-rei-1997-003
Paulo Zifum
 
A Verdade nua
Não se veste
Anda na rua
Entre homens vestidos
 
A Verdade é nua
Não se cobre
Anda dura
Entre homens que se explicam
 
A Mentira se veste
De verdade, em parte
Meneia oráculos
Em desfile sensual
 
A Mentira se reveste
De folhas de sicômoro
Cobre os fatos
Em manipulação da beleza
 
A Verdade nada usa
A Mentira usa tudo
Tomara que caia
Busto engendrado
 
A Verdade é escândalo
É ofensa para o pudor
Desconserta as vaidades
Dela corremos desnudos
 
A Mentira é escândalo
É ofensa que atrai
Encoberta as verdades
Para ela corremos constrangidos
 
A Verdade é guia seguro
É a voz em nosso jardim
A Mentira é ópio
É o diabo em nosso Éden
 
Vou ao baile da humanidade
Como irei e o que acharão de mim?
Se eu for de Verdade
Esse será meu fim
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2 comentários sobre “ROUPA PARA O BAILE

  1. É bem assim…a verdade está sempre de cara limpa, às claras, mas a mentira vem “fantasiada de príncipe sobre um cavalo branco”…Como nos contos infantis…Eu li meus sentimentos…

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