OLHOS E OLHARES

Paulo Zifum

Os olhos belos
Não garantem que seja o olhar
Assim como a teoria do amor
Não significa amar
E os belos olhos do amor
Não podem só olhar
 
 
 
 
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A CORDA ARREBENTA

Paulo Zifum

Pense nela esticada
Segurando tudo
Sua vida pública
Seu mundo
Sua relação afetiva
Sua saúde
Sua vida
Seus bens
Sua esperança
De repente
Um barulhinho de morte
Um tento, depois outro
Você não pode se mexer
Olha para baixo
Começa a suar frio
Outro tento
E aí percebe que está pesado
E aí pensa num milagre
A corda arrebenta
Você grita
Com um pedaço na mão
Um pedaço de mundo
De uma lista de contatos
Caindo sem parar
Até bater no chão
E só Deus sabe
Se você vai levantar
E subir de novo
Com a velha corda emendada
Tudo de novo
Tensão
Pensa nela esticada
 
 
 
 
 

QUANDO ELE VOLTAR

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Paulo Zifum

Esperem e verão
Quando Ele voltar
Irá acabar
 
Eleições e corrupções
Propagandas e feitiços
E o mercado vai acabar
Quando Ele voltar
 
Ninguém vai mais vender
Ninguém vai mais privar
E todos irão doar
Quando Ele voltar
 
Tudo será seguro
Tudo irá pro lugar
E as mães terão descanso
Quando Ele voltar
 
Todos serão verdadeiros
Todos desmascarados
E a farsa acabará
Quando Ele voltar
 
O poder ninguém terá
O orgulho se desfará
E os joelhos irão dobrar
Quando Ele voltar
 
Eu serei feliz
Eu livre do meu eu
Justiça e Paz me dará
Quando Ele voltar
 
 
 

CORRE LÓ!

Paulo Zifum

Ouve-se um grito de dó
Corre Ló! Corre Ló!
 
Sodoma é cidade que devora
Onde o justo mora e chora
Mas, por que ainda mora?
 
Viu a família sequestrada
Pela maldade envenenada
Mas não pôde fazer nada
 
Mesmo que o nobre Abraão
Tenha feito oração
Não houve redenção
 
Pobre Ló! 
Se soubesse o que viria
Para Sodoma nunca iria
 
Sodoma Deus condenou
E a Ló ele ordenou
Saia e não olhe para trás
Pois é maldito quem o faz
 
Da cidade Ló se retirou
Mas a cidade não o deixou
Pois o pecado vai conduzir
Bem mais longe que se quer ir
 
Quem pensa que Ló escapou
Não leu sobre Zoar, se enganou
Sodoma fez duas ilhas
Ló teve filhos de suas  filhas
 
Ouve-se o grito de Ló
Ai que dó! Ai que dó!
 

PÁSCOA, CASTIGO, PERDÃO E PAZ

Paulo Zifum

               A Páscoa é uma data que nos fala de punição e castigo. A palavra “castigar” provém do latim: castus (“irrepreensível”, “puro”, “fiel”) + agere (“fazer”). A intenção do castigo é redimir, salvar. O profeta Isaías, no capítulo 53 diz que o Cristo seria castigado e o agente seria o próprio Deus Pai. E por que a profecia anunciava que o Filho de Deus seria castigado?
              Cristo (Filho de Deus) veio ao mundo, concebido de modo sobrenatural, porém, seu nascimento ocorreu de modo natural, assumindo integralmente sua humanidade. Fato que o tornava representante legítimo da humanidade (Filho do Homem). E qual o propósito para Jesus assumir essa posição? A missão era cumprir a exigência da justiça divina de que o pecado deve ser punido de modo que os escolhidos de Deus fossem resgatados. A humanidade devia ser punida por causa do pecado cometido, mas Jesus, homem, assumiu a culpa e recebeu todo o castigo, morrendo numa cruz
                Esse aspecto forense é de difícil entendimento para alguns. Se você está lendo essas coisas pela primeira vez, corre o risco de seguir um raciocínio comum:  Deus não podia apenas anistiar, perdoar as ofensas sem exigir punição ou sacrifício? 
               O castigo é uma exigência que faz oposição à anarquia. No Reino de Deus não há impunidade. O dano deve ser reparado e a justiça deve ser feita. Mas, a punição para uma ofensa contra a divindade deve ser proporcional à dignidade do ofendido, logo, os homens deveriam sofrer uma punição perpétua. Ora, isso encerraria a todos numa alienação eterna. Salvo, se um homem fosse especial, e tivesse tanto a natureza humana para ser representante legal dos ofensores e, ao mesmo tempo, fosse um ente divino para suportar o castigo e sobreviver. Esse homem era Jesus, homem e Deus, divino e humano.
              Ele se dispôs e foi  enviado pelo Pai ao mundo para receber o castigo no lugar dos homens. E quais homens? Todos os homens? Não! Barrabás, personagem importante que surge no julgamento de Pôncio Pilatos, não recebeu salvação espiritual, embora Jesus pareça ter assumido o lugar dele. O castigo imposto a Jesus só tem efeito substitutivo para os que acreditarem nessa mensagem: Jesus Cristo, o Filho de Deus, morreu pelos pecadores, e todo aquele que nele crê será absolvido.
             A fé em Jesus manifesta a eleição dos homens que receberão o perdão e a paz. Ele, como irmão mais velho, tomou a frente e assumiu a culpa daqueles que estavam sendo adotados de todas as eras. De Abel ao último eleito, todos receberão o perdão pelos méritos do Filho de Deus. Como disse o apóstolo João: “Vejam como é grande o amor de Deus! A ponto de sermos chamado filhos de Deus!”. Não apenas o livramento do castigo, mas a adoção como filhos. 
           Aqueles que confiam nesse plano redentor e  acreditam em Jesus como seu substituto, sentem imensa gratidão pelo Filho de Deus e são constrangidos a direcionarem suas vidas para a missão de divulgação de qual é esse “castigo que nos traz a paz”. 
            Os cristãos ficam encantados com a pessoa de Jesus e declaram que Seu nome é: Maravilhoso, Príncipe da Paz, Pai da Eternidade e Deus Forte. Os que não compreendem sua morte e as implicações dela, consideram Jesus uma pessoa especial, mas jamais sentirão a emoção de terem um substituto do castigo, posto que não sentem a realidade da punição que aguarda a humanidade. 
          A punição virá, mas só terão paz no dia do julgamento, os filhos de Deus, recolhidos por trás de Jesus, Seu salvador castigado por seus pecados. Essa explicação poderia seguir por páginas, repetindo os mesmos termos, mas só o Espirito Santo pode dar compreensão deste mistério.
           Só aquele que recebeu a revelação de Jesus Cristo poderá dizer na Páscoa: Glória! Estou perdoado!
               

É PRA LÁ QUE EU VOU

foguete-espacial-nasa

Paulo Zifum

Não sei não
O Futuro disse pra mim
Que vai ser bom e ser ruim
Eu olhei para trás
Ele me disse: Não!
Me empurrou devagar
Quando olhei para chão
 
Ergue a cabeça rapaz
Veja o que te dou
Eu olhei, não vi nada
Mas é pra lá que eu vou
 
Ainda não sei não
Descobri meu Futuro
Quando saltei o muro
Eu olhei para a Cruz
Ele me disse: Sim!
Me mostrou quem eu sou
Quando olhei para mim
 
Ergue a cabeça rapaz
Veja o que te sou
Eu olhei, não vi nada
Mas é pra lá que eu vou
 
Sei e ainda não sei
O que vai ser de mim
Se Ele for meu Futuro
Mesmo que não veja o fim
Estarei bem seguro
E eu ouço sua voz
A falar bem assim:
Ergue a cabeça rapaz!
Teu Futuro Eu sou!
Eu olhei pela fé
E passei ter certeza
É pra lá que eu vou!
 
 
 
 
 

FLUTUANDO

dente leao flutuando

Paulo Zifum

Bendita hora que é a hora da vitória
Quando Deus diz que é agora
E o mal se vai
E o medo foge assustado
 
Bendita hora que é hora do renovo
Quando Deus faz tudo de novo
E o bem nos vem
E a calma nos abraça
 
Bendita hora que é a hora da festa
Quando Deus a tristeza cessa
E a música nos vem
Como benção encarnada
 
Bendita hora que é a hora do riso
Quando Deus  faz em nós paraíso
E o perdão vem
Como ao ladrão da cruz
 
     Ficamos flutuando
        Subimos adorando
            Em nuvens de paz
                Feito sonho bom