ADOLESCIÊNCIA

Sem título

Paulo Zifum

              A palavra ‘adolescência’ significa “crescer para” (origem do Latim: ad+olescere). É uma fase crítica da vida humana onde os jovens normais se dão conta de que devem, eles mesmos, tomar decisões quanto à sua identidade. É um ambiente de pressão, onde esses jovens, entre os 12 e 17 anos são desafiados e assumir sua individualidade e sua parcela de responsabilidade no mundo.
              Infelizmente, muitos jovens chegam à essa idade mais inseguros que deveriam, e ficam preocupados em excesso com questões externas ou afundam em revoltas nada plausíveis. E para piorar as coisas, pais que nunca tiveram filhos adolescentes, resolvem agir e causam a maior confusão, por falta de um pouco de ciência sobre a dinâmica das idades. O assunto Educação de Filhos deveria ser ensinado na escola como se incute o português, como se ensina as operações aritméticas.
             As crianças deveriam obedecer aos pais de modo imediato, inteiro e interno. Os pais deveriam abrir mão do controle total de seus filhos à medida em que mostram discernimento moral.  De modo amoroso e responsável os pais habilidosos entram na adolescência desafiando seus filhos, de maneira positiva,  a serem independentes. Seria um sonho, não?
             Pois é. Estou passando pelo “adolescere” de meu filho. E, até agora, não consegui entender o que fiz de errado. Em qual parte  eu perdi o controle e qual a parte que devia ter sido gentil. Graças a Deus que minha esposa sempre foi atenta para cuidar dos dois adolescentes de casa. Um com 17  e outro com 40.
             Um dia, depois daquele quebra-pau, ela pegou os dois e os colocou sentados diante de uma lousa e mostrou o seguinte gráfico:
 
             AUTORIDADE X INFLUÊNCIA
 
            Ela perguntou a meu filho o que eu exercia sobre ele. Depois perguntou a mim o que eu queria exercer.
            Aquela aula mudou minha vida. Com certeza, minha esposa é a pessoa mais influente em nossa família. 
            Reconheço que sou como a maioria dos pais. Cheio de discurso, mas pouco conhecimento de causa. A lição do gráfico me ajudou a escolher uma perspectiva onde, no futuro, meu filho irá me consultar, embora não deva nenhuma obediência.
             
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