AH! SE EU FOSSE LIVRE!

Paulo Zifum

Se Deus me tomasse todo e toda sua verdade fosse por mim conhecida. Eu seria mais eu e deixaria que os outros administrassem a misericórdia sem enfeitiça-los com encenações. Eu amaria sem medo e contabilizaria os prejuízos do amor como riquezas. Eu daria o que é meu como quem toma emprestado a necessidade do outro. Eu não teria medo de ficar sem nada. Eu cantaria nas gaiolas dos homens de modo sincero, mesmo que em reduzido espaço de amor. Eu aceitaria ser preterido por compreender que ninguém pode escolher tudo. Aceitaria minhas limitações atuais que me  humilham sem contudo aceitar que meu futuro será determinado por elas. Eu seria discretamente alegre nos momentos sem alegria. Eu seria triste nas horas exatas, de modo rasgado, sem ficar com medo da chegada dos “animadores de auditório”, nem teria medo dos críticos triunfalistas. Eu seria simples com minhas roupas ou também majestoso sem medo de me ajustar às ocasiões. Eu falaria a verdade com amor e me calaria com temor. Eu pregaria o Evangelho a todos sem vacilar na convicção de que todos precisam. Eu perdoaria, simplesmente, sem teologar. Eu venceria os vícios, um de cada vez, em marcha pessoal, até o fim da vida, mesmo que não tenha tempo para vencer a todos. Eu amaria as pessoas do jeito que são e isso seria assustador. Eu seria livre para conversar com Deus, todos os dias, em horas preciosas. Se assim fosse, teria compreendido de modo mais profundo a obra de Cristo na Cruz. Eu seria tão feliz!

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