AMIGOS SÃO COMO SOL E CHUVA

Paulo Zifum

Amigos são como sol e chuva. Ocorrem como provisão. São como são. Como o vento, brisam e também tormentam. São como são. Não tem controle, não. Se alguém quer viver numa bolha climatizada, eu, não quero não. Quero sol, chuva e vento. Quero amigos em todo o tempo. Mesmo que façam sol de rachar ou me façam chorar. Antes só com eles do que mal acompanhado da solidão, de estranhos do metrô. Mesmo que seja um vendaval ou temporal, é melhor que o ar parado na ilha dos “sem amigos”. Eu não quero escuridão nem sequidão, quero amigos como Pedro e João. Malucos, mas cheios de devoção. Assim como Deus manda o sol e ordena a chuva, eu confio que encomenda os amigos. Ele controla o que a gente precisa para nosso bem. Mas, se o coiso trouxer um amigo, cumprimente só por educação. Amigo isso não é não. Agora, se eu sou vento, chuva ou sol, não sei. Só espero que eu não seja muito chato. Espero que eu saiba chegar e sair, como um pouco de sol e chuva. Mas, se sou amigo, então sou o que sou. Se me querem, não sei, só sei que quero a todos. Mesmo que me queimem de vez em quando, que me causem uma enchente de raiva ou me tirem o telhado com a crítica. Eu quero por perto, como são, como Deus manda.

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AVENTURA

pedro

Paulo Zifum

Pedro andou sobre as águas. Essa experiência está narrada no Evangelho de Mateus 14.28. Pedro era do tipo que não encolhia diante da possibilidade de viver uma aventura. O temperamento dele ajudava nisso, porém, algumas pessoas preferem a segurança, sempre. Proteger o corpo, os bens, a reputação e os filhos é nossa primeira opção, mas, se nossas escolhas nunca contemplarem o risco, corremos um maior que é tentar “tornar vida tão segura quanto um quarto”. A aventura de viver mescla segurança e perigo. A Bíblia conta mil aventuras vividas por gente que se desprendeu, ousou, soltou o “cabo da nau”. Os discípulos que estavam no barco apavorados queriam a segurança da terra firme. Pedro, porém, não parecia estar interessado em viver o ordinário. Ele não diz : Mestre! Se és tu, leve-nos para um porto seguro! Ele pede aventura! Nisso, podemos sugerir que o estilo de Pedro é uma proposta de vida do tipo “mesmo que você só dê três passos sobre as águas e afunde depois, arrisque-se”. É melhor viver, vez em quando, um baita risco, que reduzir a vida ao ninho primário. Voar, andar sobre as águas, desafiar inimigos, se candidatar ao risco, aceitar incertezas e pular sem ver o fundo são aventuras. Tozer disse que ” a fé se arrisca a falhar”. Pedro não estava tentando a Deus, mas ouviu o próprio Jesus o chamar para uma aventura. Muitos nem sequer se arriscam, logo, nunca verão o riso divertido de Deus convidando a viver fora da regra, de modo sobrenatural. Você não sente um frio na barriga?

IDEIA QUE DÁ NA CABEÇA

Paulo Zifum

A gente sente a cabeça

Mas não é dor

É comichão

Começa leve, um gesto

Uma vez, depois repetidas

Desfaz o penteado

Ato cômico

A cabeça cheia de bichinhos

Pondo ovinhos

Dando filhotinhos

Muita coceira

Que se tem sem olhar a quem

O dono disfarça

Gastura!

Loucura!

Praga do Egito

Andando entre os fios

Da cabeça infestada

COMPULSÃO POR CONTROLE

Paulo Zifum

A maioria das pessoas corre o risco de não viver suas vidas. É uma maldição do pecado, o efeito deste e a extensão de suas consequências. A vaidade, a distorção da realidade e o vazio constante gera uma insegurança que pode deflagrar uma compulsão por trabalho. Um desses trabalhos que pode consumir uma vida inteira é o desejo de controlar o outro. Inconscientes, a maioria desses compulsivos não deixa que o outro faça suas próprias escolhas e tome suas próprias decisões. Fazem isso porque acreditam ser responsáveis pela felicidade do outro. O compulsivo por controle é invasivo e impõe orientações e conselhos disfarçados de ajuda. Embora a motivação seja ajudar a resolver os problemas, o que subjaz é uma vontade pecaminosa de controle. A pessoa com esse vício muitas vezes perde pessoas mais chegadas que não suportam essa versão opressora de carência. O compulsivo é quase destruído em sua tentativa de possuir, manipular, coagir, controlar. É um pecado que torna-se uma maldição porque a pessoa acometida passa a viver em função dessa obsessão. A busca por suprir necessidades  alheias  pode ser uma virtude, conquanto respeite a individualidade do outro e limite a atender pedidos de ajuda ou preste socorro em concordância com o outro. Pais podem ultrapassar os limites da educação dos filhos, cônjuges podem servir um ao outro cobrando preço muito alto da satisfação pessoal. Se você percebe em seu perfeccionismo algo semelhante, em seus conselhos uma motivação assim, em seu rompante de tomar a frente uma “mania de Messias”, então, cuide-se. Você precisa de ajuda. Precisa confessar a outro cristão esse pecado e prestar contas do nível de arrependimento e consciência. Leia o texto abaixo e boa escalada até o Calvário.

COMPULSÃO: E então, o que é bom se tornou em morte para mim? De maneira nenhuma! Mas, para que o pecado se mostrasse como pecado, ele produziu morte em mim por meio do que era bom, de modo que por meio do mandamento ele se mostrasse extremamente pecaminoso. Sabemos que a lei é espiritual; eu, contudo, não o sou, pois fui vendido como escravo ao pecado. Não entendo o que faço. Pois não faço o que desejo, mas o que odeio” Romanos 7.13-25