SAIR DA IGREJA

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Paulo Zifum

Existem três tipos de saída de uma igreja. A saída de igreja à qual me refiro é o ato oficial de se desligar de uma comunidade local. O primeiro tipo é o PARTO, quando uma pessoa estava sendo gerada para realizar uma tarefa específica em outro lugar. Quando cumpre seu tempo, precisa sair. Essa saída é natural tanto para a igreja quanto para a pessoa. No parto há alegria, pois a saída tem propósito. Mudança de cidade, envio para uma missão ou apenas término do tempo de educação cristã (algumas igrejas formam membros para servir em outras). Não precisamos mencionar que todo parto é um risco e que existem os prematuros. A segunda saída é a do tipo UTI. A pessoa precisa sair para ser protegida de si, do contexto e dos outros, não porque a Igreja quer, mas porque o “acidentado” não pode ser tratado no local do acidente. No Antigo Testamento, em Números 35.6, mencionam-se as “cidades refúgio”. Sair para outra igreja local pode ser um socorro para quem o fracasso impôs uma situação com a qual nem a pessoa nem a igreja tem habilidade de tratar. São limitações da compreensão da Graça que não podem ser negadas e é extremamente sábio aceitar que o melhor para aquele caso e momento é a saída, a permissão de um recomeço. O terceiro tipo de saída é a REBELDE. Esse tipo nem sempre é identificado por simular PARTO e UTI.  A saída de uma igreja normalmente envolve decepções ou “certezas” de opinião. As frases “Deus está me chamando para outro ministério” ou “sinto que meu tempo aqui acabou”, são legítimas e deve ser respeitado o direito do membro definir assim. O problema é que nem sempre há trabalho de parto e nem o “Samu” da igreja local é acionado. Há risco em movimentos muito independentes. A saída por rompimento, feita com ressentimento ou embaixo de uma saraiva de raiva, é REBELDE, e os que saem assim sofrerão a maldição de passar a vida “saindo”, se Deus não agir com misericórdia. Um conselho? Se você saiu rebelde, perceba o processo do filho pródigo em Lucas 15, note os estágios, vença o orgulho e volte. Se a igreja cometeu injustiça ou negligência (o que é comum), volte, porque é melhor estar ofendido na igreja do que sair dizendo ao Pai que a casa dele não serve pra você. Se não saiu ainda, não saia e não queira sair. Se sair for uma solução, duvide. Se sair for uma direção, peça à igreja que recomende. Se a igreja não tem habilidade para operar a saída, corra para uma igreja que tenha a ética da “cidade refúgio”. Mas, cuidado! Alguns refúgios são covis de lobos e não de ovelhas. Se você está sentindo a saída pela “contração” dos relacionamentos, da vocação ministerial ou da oportunidade de mudança, fique tranquilo. A igreja e você sabem que é natural e não precisa de muita explicação. Toda saída mexe com as afeições e pode causar sofrimento. Porém, se uma saída, tem os aspectos descritos em Isaías 55, o verso 12 garante: “vocês sairão com alegria, serão guiados em paz”. De qualquer modo, se for sair, deixe Deus te guiar.

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