SCHAEFFER DISSE -parte 1

Paulo Zifum

Segundo esse importante pensador cristão, o mundo hoje consome arte, música, teologia e mídia numa visão reduzida a dois valores: paz pessoal e prosperidade. “Paz pessoal significa ser deixado em paz e não ser incomodado pelos problemas alheios sejam problemas mundiais ou locais –significa poder viver a sua própria vida, reduzindo ao máximo a possibilidade de ser incomodado. Paz pessoal significa ter seu próprio estilo de vida pessoal, sem ser perturbado por toda a vida, não interessando as consequências na vida dos meus filhos e netos. Prosperidade significa um extraordinário e sempre crescente padrão de vida material – uma vida feita de coisas, coisas e mais coisas – um sucesso medido por um nível cada vez maior de  abundância material.

Francis Schaeffer sugere um diálogo entre pai e filho nos anos 60: -Pai, estudar para quê? -Porque as estatísticas dizem que um a pessoa com estudo ganha muito mais. -Ganhar mais para quê? -Para que possa pagar uma faculdade para seus filhos. Depois de 50 anos o reducionismo continua. “Os meios de comunicação de massa popularizam estes conceitos, espalhando-os em uma torrente interminável, de tal forma que, desde o nascimento, uma geração inteira fosse inculcada com o ensinamento de que a razão implica um pessimismo quanto ao sentido da vida. Não há sentido.

Infelizmente, a Igreja tem produzido milhares de músicos, pastores e pregadores que participam dessa difusão, arrastando outros milhares de cristãos numa rede de heresia cristã existencialista. Muitas ondas de discurso na igreja estão sob suspeita. As expressões paulinas para “somos mais que vencedores” e “tudo posso naquele que me fortalece” são frequentemente usadas fora de contexto. Pregações foram reduzidas à busca por paz pessoal e prosperidade.

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VOLTO AO PRIMEIRO AMOR

Paulo Teólogo

Paulo Zifum

Meu primeiro amor? Quando eu saía das obrigações com pressa, correndo para conversar com o Senhor. Sentia-me feliz ao segurar a Bíblia e saía em busca de um lugar seguro, onde ninguém concorreria comigo. Eu tinha atenção com meu Senhor. Ele ganhava todas as disputas do meu coração juvenil. Quando eu me encontrava sozinho passava minutos em silencio admirando meus sentimentos por Ele, depois cantava algo adequado ao momento, depois falava com calma, sem pressa e finalmente lia a Bíblia com encanto. Chorava muitas vezes com as revelações da beleza do Senhor. Eu estava amando. Eu interagia menos com o mundo exterior e seus valores. Falava pouco. Se a boca fala do que o coração está cheio, quando não podia falar de Jesus, ficava calado. O mundo criado, as florestas e bichos, os rios, o céu e seus astros, o mar e peixes, tudo me causava comoção. Era de fato uma vida emocionada. Quando conheci Jesus, o tempo passou a ser uma dádiva para estar com ele. Ele era minha prioridade. Sei que Ele está lendo essas palavras agora. Escrevo para Ele. Não acho mais o caminho dentro em mim. Dividido em mil pedaços em busca de identidade e outras felicidades. Perdi meu primeiro amor. Mas, ainda bem que não perdi a memória. Tragédia que ocorre com alguns como Esaú e Saul. Eu quero voltar. Quero ser como Davi que não perdia essa consciência e dizia: “Como a corça anseia por águas correntes, a minha alma anseia por ti, ó Deus. A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo. Quando poderei entrar para apresentar-me a Deus? Minhas lágrimas têm sido o meu alimento de dia e de noite, pois me perguntam o tempo todo: “Onde está o seu Deus? ” Quando me lembro destas coisas choro angustiado. Pois eu costumava ir com a multidão, conduzindo a procissão à casa de Deus, com cantos de alegria e de ação de graças entre a multidão que festejava.” Sl.42.1-4.

Senhor! Estou a caminho! Caminho duro do coração desviado. Mas, não deixarei os vestígios desse amor perder-se. Serei novamente, teu filho apegado.

OUÇA SUA ESPOSA 2

aprenda ouvir

Paulo Zifum

-Vou te dar um conselho
-Manda.
-Ouça sua esposa!
-Como Adão ouviu a Eva?
-Ok. Se ela te aconselhar a ser cobiçoso, não a ouça.
-Ok.
-Mas, se ela mostrar preocupação com riscos…
-Minha esposa vê perigo em tudo!
-Você é perigoso?
-Não. Ela é que não confia em mim.
-Ouça sua esposa.
-Mas, se ouvir vou recuar, vou me anular, vou…
-Vai se meter em menos encrenca.
-Ela está ouvindo nossa conversa?
-Não. Estamos só nós dois
-Espelho, vou te confessar: Ela está certa!
-Eu sei. Você é uma mula.
-Respeito!
-Relaxa, sou apenas um espelho.