IRMÃ BRANCA

Paulo Zifum

Ela nasceu branca, de neve. Seus cabelos louros faziam combinações de beleza alemã. Mas o cabelo foi uma decepção, porque foi ficando sarará, revelando que Jucélia não era só da europa. Mas, era branca, como uma Elfa. Se as orelhas fossem pontudas a gente a chamaria de Fada D’ajuda. E o temperamento? Nisso sim, puxou as linhagens da nobreza. Serena e sensível. O sorriso? Sei lá. Combina com o olhar. Jucélia tem semelhança com a árvore. Dadivosa de sombra e fruto, resistente ao tempo e quieta. Um bem para todos. Nunca ouvi dizer que a tal árvore tenha machucado um pardal. Jucélia, a mais branca dos Leite, a mais Leite que todos. Vicente de saia. Deus a plantou para nós, para as crianças, para o mundo duro. Quem esteve com ela e não lembra de Deus? Ela traz as coisas mais dóceis de Deus. Nossa irmã branca. Nossa e de todo o mundo. Límpida pelo Sangue, do Vinho da Videira, Jucélia  verdadeira e sem dolo. Arvore de agosto que dá gosto de ficar embaixo.

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