TRONOS DE JUSTIÇA

Paulo Zifum

Jerusalém, cidade tão bem edificada! Lá se acham os tronos de justiça” Salmo 122.3,5

Uma cidade, uma empresa, uma escola, uma igreja ou uma família podem ser um lugar onde o bem triunfa sobre o mal. Temos esperança de que os tronos de justiça que existem no mundo  permaneçam incólumes. Sonhamos que o texto do profeta Isaías 2.4 escrito no prédio da ONU (Organização das Nações Unidas) confirme que lá há um trono de justiça. Velamos para que as instituições de nosso país não sejam capituladas.

E de todas as instituições, o último bastião é a Igreja. Nela temos esperança de socorro, pois resiste no mundo espiritual de onde emanam os verdadeiros poderes do mal, “onde está o trono de Satanás” (Pérgamo -Ap.2.13). E assim como uma cidade pode ser justa mesmo dentro de um país corrupto e uma família pode ser fiel numa cidade imoral, a Igreja resiste, mesmo estando localizada numa cidade onde Satanás é o prefeito que controla o judiciário,  a educação e faz da mídia um trampolim de imoralidade. A Igreja é o Reino de Deus que irrompe dentro do Reino das Trevas. E embora tenha fragilidades doutrinárias, a exemplo de Pérgamo, na Igreja se acha o trono de justiça.

Porém, em algumas igrejas locais não é a justiça que está assentada no trono. Igrejas Evangélicas centradas em Prosperidade e Paz Pessoal, Igrejas Evangélicas Homoafetivas, entre outras, escondem tronos de Satanás. E não importa o quanto cantem cânticos e preguem sermões,  Cristo está à margem como um rei numa monarquia simbólica. Quem reina mesmo é Satanás.

Um Igreja “bem edificada onde estão os tronos de justiça” sustenta os seguintes pilares:

1A Interpretação Histórica-Gramatical da Bíblia. Quando a Igreja deixa esse método a justiça é ameaçada por teologias liberais onde o que importa é a funcionalidade e o “bem estar” do indivíduo. Quando a Bíblia é mal interpretada a Igreja passa a ser governada por um senso frágil de justiça que pode ser adicionado pela cultura ou ideias particulares de um líder. A Igreja firme não afrouxa o ensino das Escrituras nem é desonesta dando aos membros o que querem ouvir, pois é uma injustiça a omissão da verdade.

2-A Ordem da Família Original. A Igreja é a instituição que defende que o casamento é hétero (homem e mulher) e monogâmico (um homem e uma mulher), e só pode ser dissolvido pela morte de um dos cônjuges. Defende que o marido é o chefe da sociedade conjugal com a colaboração da mulher. Os filhos devem submissão aos pais, pois isso é justo. A honra da família, o cuidado com os idosos, a castidade, são provas de um trono de justiça.

3-A Evangelização Integral. A Igreja foi chamada para pregar e praticar o Evangelho com responsabilidade social. A Igreja deve ser acessível, não elitizada. Quando uma Igreja torna-se um grupo fechado, seletivo, não dialogal, deixa de ser justa. A segregação sempre foi um perigo para a Igreja e o Cristianismo carrega muitos estigmas dessa injustiça. A imparcialidade é um imperativo do “ide a toda criatura”. A Igreja trata o pobre e o rico, negro e branco, do mesmo modo, com o mesmo amor. Aliás, ajuda o rico a amar o pobre de modo prático e ajuda o pobre a superar sua condição.

4-O Discurso da Misericórdia. Jesus disse que não devemos nos vingar nem pagar o mal com o mal. Ele não disse que as pessoas não deveriam ser punidas por seus crimes, mas que toda retribuição deve passar pela  Sala da Misericórdia. Nela, os homens são convocados a serem justos quando desafiados a “atirar a primeira pedra”. E quando uma Igreja Local deseja fazer justiça a seu modo, opera uma espécie de Inquisição na qual Satanás põe a toga preta. É missão da Igreja impedir que se retribua o mal com o mal. Os homens serão levados ao Tribunal de Cristo, que é o único que pode separar o joio e queimá-lo.  

Concluímos que a Igreja, como  coluna e baluarte da verdade (1Tm.3.15), mantém o trono de justiça na terra como guardiã. E devem ser denunciadas as Igrejas Locais que levantam um tribunal próprio, colocando-se acima da Escritura. É dever de todo cristão lutar “pela fé que de uma vez para sempre foi entregue aos santos” (Jd.1.3) e resistir a  Satanás que tenta nos envolver com propostas de “trono sem Cruz” para ele mesmo se assentar.

Onde a Bíblia for pregada com seriedade, a família manterá sua ordem e a missão da Igreja será cumprida cheia de boas obras. Feliz a família que mora numa cidade assim, cujos magistrados são justos! Feliz a família que congrega numa Igreja assim, cujos líderes são bíblicos!

*a expressão “para lá sobem as tribos, lá onde estão os tronos de justiça” usada no Salmo 122 mostra uma alegria referente ao que diz “quando os justos governam, alegra-se o povo” (Pv.29.2), e quando alguém disser: “vamos à Casa do Senhor“, soará como um doce convite.

*quando usamos o termo Igreja, devemos diferenciar a Universal (invisível) da Local (visível). Não podemos julgar a Igreja do Senhor, mas podemos e devemos confrontar a Igreja Local governada por homens.  

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