CELIBATO

Paulo Zifum

A referência de celibato  na Bíblia é o apóstolo Paulo, que, dos autores bíblicos, foi o que mais doutrinou sobre o casamento, divórcio e celibato. Ele expôs a gênese do casamento (Ef.5.3; 1Co.6.16b), seu caráter monogâmico (1Co.7.2; 1Tm.3.2), indissolúvel (Rm.7.2-3; 1Co.7.39), mostrou que o sexo é fundamental para a vida conjugal (1Co.6.15; 7.3-5). Paulo trabalhou a importância da hierarquia do csamento (Ef.5.22; Cl.3.18; 1Tm.2.11-14). Definiu que o casamento é também uma proteção espiritual (1Co.7.9).

Paulo expôs também novas revelações sobre o casamento. Ao analisar o mandamento de Genesis que estabelecia a ordem do casamento, Paulo mostra que por meio da Igreja e de sua realidade escatológica, ocorreram mudanças no aspecto do “dever do casamento”. Jean-Jaques von Allmen comenta esse novo conceito:

Paulo reconhece em sua resposta que a situação da criação já não é definitiva na regência do Espírito Santo. Em outras palavras, ele assume que o casamento já não é a única maneira que o ser humano encontra  para sair da solidão. Já existe a Igreja, o Corpo de Cristo, da qual os crentes são membros, e que os arranca do desequilíbrio do isolamento . O casamento já não é, pois, o destino normal de todo homem e de toda mulher. Torna-se um carisma (1Co.7.7) que deve ser sentido e se impõe através do grau de sensualidade de cada fiel

Jesus qualificou o celibato como algo feito para Deus (Mt.19.10) e Paulo diz que o celibato deve ser incluído nos alvos de consagração do crente (1Co.7.7, 8 -32-35). O apóstolo celebra a vida celibatária e isso muda o conceito normativo do casamento.

Esse assunto precisa ser colocado em pauta na Igreja de hoje por alguns motivos: Evita pressões descuidadas do tipo “você precisa casar”. Ajuda o jovem a considerar essa via existencial e tocar projetos sem ficar frustrado. Faz a Igreja considerar que o solteiro celibatário é um dom que Deus  concede a seu povo e por isso deve ser celebrado e não lamentado.

Agora, um aspecto deve ser destacado: o celibato é uma resposta para rapazes delicados e moças duronas. Alguns nascem com a estrutura hormonal alterada (que podem tanto não ter atração pelo sexo oposto quanto um desejo por pessoas do mesmo sexo) precisam de orientação. A Igreja deve ser madura para lidar com isso e instruir pais a não ignorarem o fato de ter filhos com essa peculiaridade.

Para jovens convertidos que não se sentem atraídos pelo sexo oposto, a doutrina do celibato deve ser estimulada e ele deve sentir-se feliz por Deus lhe conceder tal dom. Para jovens cristãos que lutam com um desejo proibido de homossexualidade, o celibato é um meio de santificação.

O ensino dessas coisas é oportuno, senão urgente hoje. Antes que o mundo e o diabo sugiram caminhos alternativos que levam ao pecado, a Igreja deve ensinar a honra e a vocação que Deus dá a cada um, tanto para casar como para permanecer solteiro.

*foto: John Stott, pastor evangélico britânico, considerado pela Time um dos 100 homens mais influentes do mundo

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