A ARTE: A SARÇA QUE ATRAI

Paulo Zifum

Filmes, músicas, poesias, pinturas e esculturas as vezes conseguem subir tão alto que tocam sinos no céu. Para os cristãos, as metáforas do amor de Deus podem ser identificadas em algumas obras de arte. Um exemplo disso é o filme Sete Vidas com Will Smith. Cenas do filme editadas com a música Fix You do ColdPlay trazem vislumbres da mensagem bíblica de redenção. Conheça o filme e a tradução da letra. Guardadas as devidas proporções, é possível fazer pontes. O ator principal não se encaixa como um messias, pois é um homem culpado tentando se redimir ajudando os outros. Mas o enredo fala do amor sacrificial.

Sim. Algumas obras de arte nos fazem ler, imaginar, ouvir e ver aquilo que é transcendente. São raios da graça comum. Deus nos atrai a Ele pela “sarça” das coisas belas produzidas pelo homem. E ainda que o autor afirme que não estava jamais pensando em nenhuma história de redenção cristã, tudo há de clamar Cristo.

Todo amor que queima nas artes pode ser uma “sarça” usada por Deus para chamar atenção daqueles a quem Ele escolheu. O incomum nos arrebata. A beleza, que não deve ser um fim em si, cumpre seu propósito quando nos guia de volta para quem nos criou.

E quando “tiramos as sandálias” não deveria ser para um artista ou para sua arte que arde magnífica. Há um convite para nos ajoelharmos aos pés daquele que morreu na Cruz para nos salvar: Jesus Cristo! Foi Ele quem consertou tudo e redimiu tudo (veja a cena do filme Paixão em que Jesus diz: “Ecce ego nova facio omnia – Is”).

Concluímos que a arte trará, em algum momento, insigths e anseios de redenção (partindo da premissa que todo homem é essencialmente religioso e busca transcendência). E Paulo fala: “para que buscassem ao Senhor, se porventura, tateando, o pudessem achar; ainda que não está longe de cada um de nós; Porque nele vivemos, e nos movemos, e existimos; como também alguns dos vossos poetas disseram: Pois somos também sua geração” At.17.27-28.

Dr. Davi Charles Gomes diz que a arte serve para atrair atenção, de modo que vendo o belo, o homem esquecido se lembre de Deus e volte para Ele. E como glória de Deus enche a terra, o homem sensível dirá: “para onde fugirei da tua face?, se subo ao céus, lá estás, se desço ao mais profundo abismo até lá tua mão há de me guiar” (Sl.139).

Deus pode falar conosco enquanto arrebatados frente à Volta do Filho Pródigo de Rembrandt, numa sala de cinema ou ouvindo uma bela canção.

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