O ABORTO E SEUS DEFENSORES

Paulo Zifum

Numa análise filosófica, o discurso humanista é plausível quando trata da defesa do direito humano arrancado por ditadores ateus ou religiosos. O último vídeo postado por artistas brasileiros em favor do aborto merece ser ouvido no que tange às circunstâncias da gravidez indesejada* (o que exclui a não-planejada). O vídeo do ponto de vista artístico é de muito mau gosto e talvez brega de propósito. O tom ácido dá voz para muitas mulheres que se sentem julgadas e oprimidas, e ninguém pode negar que a mulher enfrenta perigos existenciais no mundo. O discurso do vídeo traz à baila questões relevantes sobre o problema ético. Mas…

Algumas palavras do vídeo, apenas algumas, revelam o “fundo pantanal” da motivação. E qual seria esse fundo? Um ressentimento contra a ideia de um Deus moral ensinada pelo Cristianismo. E quando o meio artístico fala de moral sempre dá uma “espetada” na religião cristã. E não me refiro à ousadia do vídeo em suspeitar da gravidez desejada de Maria, porque é difícil mesmo acreditar em uma concepção sem sexo. A proposta cristã é transcendente, fala do divino entre os homens, mas os artistas em geral apreciam mais a trancendência espiritualista de religiões não-cristãs.

Como entender a introdução do assunto de Maria no discurso pró-aborto dessa campanha intitulada “Meu Corpo, Minhas Regras”?

Bem, eles disseram: “foi um erro de tradução do Aramaico ou Grego”. Ao induzirem as pessoas pensarem que Maria teve uma gravidez indesejada e o delírio da religião a fez fantasiar, eles tentam atingir o “último bastião” de resistência contra o aborto, que é o Cristianismo. Querem remover a cosmovisão cristã. Mostram o braço em punho dizendo que a religião cristã, a igreja católica, insiste em desconsiderar o direito do indivíduo sobre a consciência coletiva.

O “fundo” é bem “profundo”. Note a lista de mulheres que mencionam. O “buraco é mais embaixo”. Abissal ressentimento de Caim, enquanto não pode fazer o que quer do jeito que quiser. É como se o vídeo culpasse Abel pelo desconforto que muitas mulheres sentem ao desejarem o aborto. Solução? Matar Abel, que nesse caso, é o Cristianismo.

Para um bom entendedor…

*gravidez indesejada não pode ser confundida com gravidez por falta de cuidado ou instrução. A cultura que sensualiza comerciais de cerveja e consome música com apelo erótico, cria uma atmosfera onde não fazer sexo é anti-natural. O vídeo reclama que as mulheres não tem voz e são reduzidas à fonte de gozo sexual. Vejam que coisa! Os artistas criticam o palco cultural que eles mesmo fomentam. O assunto do aborto é pertinente, mas primeiro precisa-se definir: será que a gravidez dita indesejada não poderia ser evitada se nossas meninas fossem menos expostas? A sociedade erotizada precisa de campanhas do tipo: “Minha infância, Meu Direito”, onde a mídia global deveria ser criticada por não deixar as crianças concluírem sua infância. Outro assunto é se podemos considerar “indesejada” o fato de muitas moças engravidarem porque se excederem na bebida e hedonismo de uma noite de prazer?

QUESTÕES CONFRONTATIVAS contra Teólogos teóricos: E se fosse sua filha? Eu respondo: Se fosse minha filha, eu sofreria a tentação real de livrá-la de um feto com leve má-formação congênita, de uma gravidez por estupro, por descuido ou ato irresponsável. Os pais não desejam que seus filhos arquem com todas as consequências de seus atos e das circunstâncias. O que posso dizer? Só peço a Deus que dê a mim e a meus familiares e amigos cristãos a coragem de agir como cristãos. A acão de abortar é um rompimento com o pensamento cristão. Se alguém comete o aborto, o cristianismo assegura o perdão, mas também não nega que há uma colheita nessa vida. O perdão nem sempre impede consequências individuais e sociais.

A decadência da sociedade é louvada pelos artistas assim como a decadência de um defunto é louvada pelos vermes.” G. K Chesterton   -“Shaw” 1909

Não se deixem enganar: de Deus não se zomba. Pois o que o homem semear, isso também colherá. Quem semeia para a sua carne, da carne colherá destruição; mas quem semeia para o Espírito, do Espírito colherá a vida eterna” Gl.6.7-8

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