APANHEI MUITO

apanhei

Paulo Zifum

Mamãe não passou açúcar em mim. Apanhei muito. Ainda hoje fico pensando, que eu era levado, só podia. Era surra todo dia. Puxão de orelha, muitos. Cintadas e chineladas, várias. Vara de diversos tipos faziam marcas mágicas. Minha fada sabia como transformar crianças.

Apanhava sem nem saber o porquê. Mas minha juíza da vara da infância e da juventude tinha caráter e sabia os porquês. Eu tinha culpa. Era traquino e as maldades misturavam-se com a ociosidade de criança criativa e pecadora.

Apanhei muito. Ó santa justiça! Impunidade não era uma palavra que existia no governo de mamãe. E quando o magistrado não sabia o autor do feito, reunia todos os possíveis culpados e prescrevia a pena para a quadrilha toda. Sua mão pequena ligeira certeira ardia onde podia nos lombos dos dez réus que trouxe ao mundo.

Apanhei pra caramba, por mim e por meus irmãos!

“Não retires a disciplina da criança; pois se a fustigares com a vara, nem por isso morrerá. Tu a fustigarás com a vara, e livrarás a sua alma do inferno” Pv.23.13-14

Anúncios

Um comentário sobre “APANHEI MUITO

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s