FATOR ESAÚ

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Paulo Zifum

Não haja nenhum imoral ou profano, como Esaú, que por uma única refeição vendeu os seus direitos de herança como filho mais velho. Como vocês sabem, posteriormente, quando quis herdar a bênção, foi rejeitado; e não teve como alterar a sua decisão, embora buscasse a bênção com lágrimas.” Hb.12.16-17

Existem crentes como Esaú. São membros de uma igreja local, ocupam cargos, são músicos, professores e líderes de departamentos. O traço moral de uma pessoa pode ficar encoberto por anos, mas um dia será revelado. Normalmente coisas tolas como a fome de Esaú pode levar uma pessoa a ser profana. Uma ordem, uma regra, um mal entendido, podem provocar uma reação desrespeitosa ou uma ousadia indecente.

Falar mal da igreja, de seus líderes, usar uma linguagem chula de vez em quando ou rir de coisas sagradas pode parecer inocente, mas é sinal do traço de Esaú. Pensamentos de enjoo enquanto participa da Ceia, sentir-se enfadado no período de oração nem sempre confirmam aquilo de chamamos de fator Esaú. Porém a indolência e desprezo com o culto é preocupante.

Um crente pode cair em tentação e profanar coisas sagradas como fez o rei Davi (impedido de construir o Templo por manchas em seu histórico), sem contudo ser um Esaú. Davi teria matado Saul para ser rei se fosse um homem profano (1Sm.24).

Aparentemente Jacó, irmão de Esaú, era uma pessoa mais imoral, pois fez algo muito odioso ao enganar o próprio pai que estava cego -Gn.27). Mas, o que caracteriza o fator Esaú não é apenas ceder à um esquema ou facilidade. O que define Esaú é a relação com as coisas espirituais. Para um crente piedoso, a benção deve seguir protocolos de santidade e a vida deve estar sujeita à autoridade. Pessoas profanas desprezam conselhos e oportunidades em troca de opinião, comida, sono e um pouco de vantagem.

Quando Jesus disse: “o espírito está pronto, mas a carne é fraca“, alerta para esse fator. A falta de vigilância de alguns crentes pode custar anos de deserto, perda de bençãos, perda de ministério e perda de comunhão. Samuel disse a Saul: “que loucura você cometeu. Hoje você seria confirmado rei de Israel” (1Sm.13.12-13). E Saul fez exatamente como Esaú. Eles tanto desprezaram regras espirituais como tentaram recuperação de modo incorreto. Esaú tenta agradar Isaque (para entender você precisa ler Gn.28). Saul contrata serviços profissionais de encantamento (1Sm.28).

O fator Esaú está presente na Igreja, de modo claro ou sutil, podemos notar que alguns não levam a benção espiritual tão à sério como deveriam. Infelizmente, quando despertarem, já pode ser tarde demais.

Por isso sinto um aperto no estômago e faço a seguinte oração: “Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração; prova-me, e conhece as minhas inquietações. Vê se em minha conduta algo que te ofende, e dirige-me pelo caminho eterno.” Salmos 139:23,24

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