AGENDA FEIA

Paulo Zifum

Toda pessoa tem uma rotina, e alguns, vão além, fazendo uma agenda para o dia, para o mês, para o ano e para uma vida. A agenda é uma obra que planejamos pelo senso de organização que Deus nos deu. É uma reposta ao tempo futuro para onde mandamos um email dizendo: farei isso, é isso que farei. 

As agendas são feias ou bonitas. Há uma beleza estética e também uma feiura. Há uma nobreza humana e também uma pobreza. Há uma inspiração no planejamento apaixonado e cheio de ideais. Porém, existe a  maligna (normalmente secreta), onde os planos de roubar, matar e destruir revelam a face mais feia da humanidade. O que dizer da agenda de  alguns personagens da história? Homens e mulheres que acordavam e sonhavam com o bem. Entretanto, o “bem”, quando era bem particular, parece que não fez bem para a raça (ex.: a agenda de Hitler, Stalin).

Uma agenda tem três juízes: o próprio autor, o outro e Deus. Esses três normalmente discordam. O primeiro é projetista, o segundo é aliado ou opositor. O terceiro é o Soberano que pode permitir ou não a realização (e nesse ponto os teólogos discordam sobre o papel desse Juiz).

A questão é que a agenda de uma pessoa pode ser bela ou feia. E um crivo para avaliar é o sagrado texto de Romanos 12.1-2 que diz: “Portanto, irmãos, rogo-lhes pelas misericórdias de Deus que se ofereçam em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus; este é o culto racional de vocês. Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.”

Quando apresentamos nossa agenda diante de Deus na intenção de agradá-lo, corremos o risco de não conseguir. Nossos pensamentos não combinam com os pensamentos de Deus. Nossa racionalidade almeja acertar a agenda do culto, mas há mundanos padrões de liberdade, justiça e amor enraizados em nós. Precisamos refazer a agenda de nossa mente, a agenda profissional na relação com o mercado, a agenda da governança, a agenda das motivações de pesquisa científica, a agenda da vida conjugal, a agenda da educação de filhos,  a agenda do ministério religioso, a agenda do prazer e principalmente da vingança e perdão.

Nossa agenda normalmente é feia. É uma correria do acordar ao deitar que causa uma péssima qualidade de pensamentos durante o dia e muitas ansiedades e preocupações à noite. A agenda humana é precária e cheia de interrupções como a do Titanic e da Challenger. Somos uma formiguinha carregando peso sobre-humano para fazer reservas de um inverno que não sabemos se desfrutaremos. Nossos planos são, por vezes, muito arrogantes.

A beleza de uma agenda bela ocorre quando se encaixa na boa, agradável e perfeita vontade de Deus. É uma experiência maravilhosa quando nós planejamos segundo o amor de Deus. Quando planejamos nossa vida na direção do amor. A agenda que mostra confiança em Deus é linda, como vemos na vida de Abraão (Gn.12). A história de Marta e Maria nos mostra o que é uma agenda bonita para Jesus (Lc. 10.38). E entre todas as agendas, a de Cristo, é, sem dúvida, a mais bela.

Também pode-se começar bem e terminar mal como fez o Rei Asa. Começou dentro da boa, agradável e perfeita vontade de Deus, pois o texto diz que “o coração de Asa foi perfeito todos os seus dias” (2Cr.1517), mas, no final, não conseguiu “completar a carreira nem guardar a fé” (2Cr.16). 

Como é a sua? Qual o plano que você tem para sua vida? Sua agenda profissional é boa para sua família? É bela para as pessoas para as quais Deus te enviou?

 

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