O TERROR DE ISAQUE

the God of my father, the God of Abraham and the Fear of Isaac” (Gn.31.42 -New International Version)

O que um filho aprende sobre Deus em sua experiência com seu pai ou avô pode levá-lo a conclusões acertadas ou equivocadas. As crianças aprendem sobre Deus, e esse é um assunto inevitável e desconfortável para os ateus, pois são obrigados a tratar a atmosfera religiosa do mundo. Alguns fazem um verdadeiro esforço para proteger os filhos de se afeiçoaram às ideias teístas.

A Bíblia nos conta sobre uma criança chamada Isaque (Gn.22). Esse menino nasceu em condições sobrenaturais e em um ambiente  de fé. Seu pai, Abraão, acreditava de modo absoluto no Deus abscôndito. Isaque, logo cedo, descobriu que a relação que seu pai tinha com Deus ia muito além da razão. O drama descrito em Gênesis 22, para muitos, é prova que Abraão era um fanático e louco. Porém, o menino tirou outras conclusões. Isaque percebeu que Deus estava acima de todas as afeições e valores dessa vida (Gn.28.3), e acreditou.

Os sentimentos de Isaque em relação a Deus podem estar sintetizados nas palavras de seu filho Jacó. Note a maneira como Jacó se refere à fé de seu pai: “o Deus de meu pai, o Deus de Abraão, o Deus terrível de Isaac(Gn.31.42-Versão Católica). Temos na expressão O Terror de Isaque algo muito revelador (e, provavelmente não foi o filho que cunhou tal definição). Podemos imaginar quantas vezes Jacó ouviu seu pai lhe contar o “apuro” que viveu em Moriá e como aquele incidente criou um temor profundo.

Parece-nos que Jacó aprendeu isso. Fez confusão muita, mas, enfim, entendeu que a relação adequada para com Deus devia ser com muito temor.

Você já ouviu a expressão “me pélo de medo”? O verbo pelar significa “tirar a casca” ou “gostar muito”. Gosto de pensar assim: Isaque se revelava diante de Deus com muito pavor e ao mesmo amor. José, seu neto, parece que também absorveu esse misto de respeito e devoção ante o Deus de Abraão, de Isaque e Jacó (leia Gn.39 –tentação da esposa de Potifar).

A história da religião mostra que a relação com os deuses era de medo. E, segundo a escala semântica da língua portuguesa, temos em ordem: respeito, temor, medo, pavor e desespero. Qual desses sentimentos você pôde perceber em seu pai ou sua mãe? Ou, qual deles seus filhos percebem em você?

A.W. Tozer disse o seguinte: “Se fosse possível extrair de um homem uma reposta completa à pergunta: o que a vem a sua mente quando você pensa sobre Deus, talvez pudéssemos prever com certeza o futuro espiritual daquele homem”.

Espero que, quando meus filhos precisarem definir meu relacionamento com Deus, que seja num nível de profunda reverência. Que eles e os filhos deles emulem o mesmo sentimento!

link dos textos acima

https://www.bibliaonline.com.br/nvi/gn/22

https://www.bibliaonline.com.br/nvi/gn/31

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