EU NUNCA GUARDEI REBANHOS

Paulo Zifum

“eu nunca guardei rebanhos” (O Guardador de Rebanhos, Fernando Pessoa)

Nessa poesia Pessoa fala de seus pensamentos. Todos somos como pastores que possuem um “rebanho” de pensamentos para cuidar. Parece que a humanidade deixou escapar o “rebanho” mais precioso que é sua “memória de Deus”, da qual Agostinho fala. A memória está tão fraca depois da Queda (origem do pecado- Gn.3), que o aprisco foi apagado. Guardar o que, agora? Um ressentimento de Deus, como nutria Olavo Bilac? Guardar uma distorção de Deus, como envernizou Nietzsche?

Fernando Pessoa era um guardador de rebanhos, sim. Seu aprisco literário está bem conservado e balindo ainda hoje. Porém, talvez, deixou escapar a centésima  e única ovelha de sua memória sobre Deus. Tinha noção do sagrado, mas, parece que a deixou ir.

Após a Queda, o ser humano tornou-se um guardador de pensamentos ruins, que, segundo o Apóstolo Paulo, é um covil da alma (Rm.7.19). Paulo nos orienta a colocar o mau rebanho para fora (Ef.4.22) e redimir o pensamento orientado para Deus.

Bem, meu modelo de guardador de rebanho continua sendo Davi, que de fato foi pastor. Ele disse: “Guardo no coração as tuas palavras para não pecar contra ti, ó Deus!” (Salmo 119.11).

Como está seu rebanho?

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s