E LÁ FOI ELA

mulher

Paulo Zifum

Ele estava passando e eu não podia deixar. Mas, como eu o iria parar? Haveria perguntas para me curar. Se não correr o risco,  morrerei. Vejo a multidão, mas vou. Tenho receio dos religiosos ávidos por discussões cerimoniais, pois empurram mulheres doentes. Corro risco, mas vou. Por doze anos senti a morte aos poucos. Senti fraqueza e calafrios, mas, agora, tenho esperança. E, se ele não quiser cuidar de mim? E se eu não for digna? Vou assim mesmo. E já sei como. Não pedirei nada, nem falarei com ele. Apenas pegarei a cura, como quem bebe água de uma fonte, como quem toma um fruto de uma árvore. Ele não pertence a ninguém, é de todos, como um bem divino. Não! Não preciso perguntar nada.

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