ESCRAVIDÃO PORNÔ

Olympia, Manet. Escândalo em 1863

Paulo Zifum

A exemplo da escravidão, a pornografia é a negação do sujeito humano, é a forma de ignorar a exigência moral de que os seres livres se tratem como fins em si mesmos” Scruton, Beleza, pg.170

Roger Scruton, não é um teólogo, por isso, não precisava se explicar. Ele, na frase acima, não erra ao comparar escravidão com pornografia. Pessoas são reduzidas sempre, quando direcionadas fora de seu propósito.

Quando a mulher é escravizada? Quando uma criança cresce de modo servil? Quando o artista torna-se um escravo? Quando o publicitário cumpre a tarefa de um capataz? Quando a política impõe escravidão aos homens públicos? Quando os políticos escravizam as massas? Quando a religião se transforma numa sutil senzala onde os fiéis são  usados para sustentar o oráculo?

Jesus responde a essas questões refutando os religiosos de sua época. Ele disse: “o shabat foi feito para o homem e não o homem para o shabat” (Mc.2.27).

Esse desvio de finalidade pode ser percebido na pornografia, onde não há interesse pela pessoa, apenas pelo corpo.  Tanto quem produz pornografia (filmes, fotos, moda,  música) como quem consome, estão envolvidos numa cultura cujo deslocamento de propósito gera a escravidão. Ao criticar a pornografia, Scruton diz: “passamos a vida conduzindo um animal numa coleira, forçando-o a fazer o que queremos até ele entrar em colapaso e morrer” (pg.174).

O sujeito tem um fim em si, mas, esse fim não pode ser idólatra, como instiga o humanismo com sua “coleira”. Scruton acerta uma parte da questão, embora não trate as “questões últimas” que envolvem o propósito final do ser humano. A resposta cristã para essa questão é que redimirá, enfim,  o sujeito humano do laço de uma “escravidão pornô”.

Pergunta 1-Confissão de Westminster, cantada pelo cantor Stenio Marcius.

 

 

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