BATER NOS FILHOS

Paulo Zifum

Lembro-me de meu pai puxando o cinto da cintura. Com pressa, com força. Enquanto ele segurava a fivela e a ponta do couro nas mãos, eu já estava julgado. A cena que se seguia era bem previsível. Eu chorava e prometia não fazer de novo. Mas, os movimentos de justiça não podiam mais ser freados. A execução era feita ao mesmo tempo em que a sentença era pronunciada. Em casa não tínhamos advogado de defesa para rebeldia e desobediência. Esses casos eram apenas condenados. A malandragem não tinha vez.

Graças a Deus cresci com a noção clara de que a natureza humana não quer limites e que, a criança entregue a si mesma, perde o senso de coletividade e acaba tornando-se uma peça social sem autogoverno. O ser humano precisa dos agentes da lei para inibir tanto sua preguiça para com a virtude quanto sua maldade para com o direito.

Não tenho trauma por apanhar na infância e não carrego culpa por bater em meus filhos. Porque  pais amorosos batem com senso de justiça e filhos bons apanham com o mesmo senso.

É possível que alguém tenha filhos tão submissos que jamais precise bater. Assim como é possível que um país tenha cidadãos que jamais precisam de radares, multas e presídios. Existem povos que são muito ordeiros e que rejeitam apetites egoístas. Mas, esse não é o retrato social comum.

Vamos falar de nossos filhos e parentes. Nunca na história desse país se fez tão necessário o cinto. Ou melhor, nunca foi tão urgente que cada criança brasileira tenha um papai e uma mamãe no estilo Moro. A educação de filhos hoje precisa de uma Operação Lava-Jato. E não para os pimpolhos, mas uma operação para punir pais por crime de responsabilidade, pelas “pedaladas educacionais” caracterizadas pelo ato de terceirizar a escola de caráter. Pais que não cumprem seu dever de casa (por preguiça ou filosofia de educar pelo mínimo esforço) deviam ser punidos.

Se eu pudesse fazer um movimento tipo “Vem pra Rua”, para o bem da nação, pediria a responsabilização dos pais, da mão que balança o berço ou da que não balançou. Há muito resultado social que é fruto de um tipo de “abandono do incapaz”. Há muito adulto que, embora a natureza, teria uma cosmovisão diferente se conhecesse o “poder do cinto” logo cedo na infância.

Infelizmente as imagens de uma boa surra, nunca são retratadas como um mal necessário. A mídia sempre mostra o lado excessivo e feio, porém, impingir dor ao infante é um remédio e um ato de redenção.

Posso ser acusado de retrógrado pelos liberais ou, um utópico pelos céticos, mas, sei que os cristãos conseguem ouvir esse clamor. Quanto à pedagogia de nossos dias, a única palavra que tenho é: Cinto, e muito!

*tela: Adão e Eva com seu filho Abel morto

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4 comentários sobre “BATER NOS FILHOS

  1. Lindo de ler…

    Cinto, e mto!!!

    Sigo teus passos, meus filhos serão como os seus. O seu cinto parace ter corrigido na medida certa.

  2. Quando a Ana era bebê, me lembro de ter muitas dúvidas (ainda tenho algumas) sobre quando devemos castiga-la (usar a vara). Me lembro do conselho dado “Sempre que ouver desobediência ela deve ser disciplinada, pois isso e rebeldia, porém deve ter discernimento para o que é rebeldia e o que é arte de criança.”
    Nao me arrependo de cada varada que dei e sei que terei que dar. A vara doí, sei que dói, mas prefiro que eles chorem hj do que eu chore amanhã.
    Meus filhos são do Senhor, mas ele.entregou ao mei esposo e a mim a missão de educa-los e mais de lança-los ao alvo que é Jesus…. Pai me de sabedoria! (peço todos os dias)

  3. Muitos pais deveriam ler!

    Sou do tempo da educação MORO! E sou grata por isso.
    Sem exitar o Theo tem conhecimento de que a “Vara da Infância” lá em casa se chama Eduardo e Gardenia.

    Abraço Querido.

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