IGREJA E ELEIÇÕES

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Paulo Zifum

Qual a postura que a Igreja deve manter na atmosfera política das eleições?

A Igreja é uma autoridade, é uma instituição que tem força pública, é formadora de opinião e modifica a condição social de modo efetivo. Ela é um agente público (algumas esquecem disso e assumem algumas posturas que revelam a falta de cuidado com o Nome que representam).

A Igreja não é apolítica nem contra política. Ela tem estrutura para suportar em seu seio várias opiniões divergentes e norteá-las. Pode dar apoio para ações governamentais que obedeçam as Escrituras Sagradas. Porém isso não deve ser confundido com envolvimento direto com a esfera política.

DA LIBERDADE: Uma Igreja não deve assumir candidatos nem bandeira partidária. Sua força institucional não deve ser usada para patrocinar interesses temporais, pois, quando o faz, ameaça a liberdade de consciência e expressão política dos membros da Igreja. Podemos notar que Jesus mantinha o respeito pelo Estado (Lc.12.13-14). Abraham Kuyper dizia que o cristão deve respeitar a “soberania das esferas”. E é a palavra respeito que Paulo invoca ao combater um comunalismo opressivo na Igreja (Rm.14.4-13). Esse espírito é reafirmado em Atos quando Pedro disse “escolhei dentre vós” (At.6.3).

DA RESPONSABILIDADE: A Igreja ensina que o voto é dever cívico de valor espiritual. O Cristão deve votar ou abster-se com reverência e temor. O ato de comprar algo, casar-se ou montar uma sociedade financeira exige cuidados de pesquisa. Por que a escolha de um magistrado deveria ser negligenciada? O voto é um meio pelo qual Deus revela favor ou punição de um povo. O cristão deve orar e decidir mediante conselho se irá votar em alguém ou abster-se (Pv.24.3-6; Gl.6.7-8). A ação ou omissão, por fim, torna-nos responsáveis pelos resultados sociais.

DA SUBMISSÃO: A Igreja deve ensinar com veemência o respeito* pelas autoridades (Ec.10.20; Rm.13.1-2; 1Pe 2.17). Porque os cristãos “reconhecem que a ascensão ao poder é um ato exclusivo de Deus”. Ora, se não há possibilidade do poder ser assumido sem que Deus o permita,  então, o cristão deve considerar o momento das eleições como grave e merecedor de nossos mais zelosos discursos e intercessões. Espera-se que a Igreja produza um povo nobre no trato com autoridades. Um povo que tenha discernimento.

*a regra é a submissão, porém, a desobediência civil é uma exceção a ser estimulada pela Igreja quando o magistrado desejar legislar contra as Escrituras.

DA INTERCESSÃO: A Igreja recebeu o importante ministério da oração (1Tm.2.1-2). Assim como Moisés foi sustentado em suas mãos, os cristãos amparam os magistrados com suas orações (Ex.17.9-12). Os homens que recebem a investidura não deixam de ser homens. Continuam frágeis e apresentam fraquezas que os tornam vulneráveis ao mal. O cargo político é um fardo perigoso que só tolos ou homens vocacionados aceitam. Devemos orar pelos eleitos para que consigam vencer as barreiras do mal e estabelecer o bem coletivo.

A postura da Igreja deve ser cuidadosa, corajosa e bíblica quanto a assuntos políticos. Ela deve cobrir seus membros com doutrina e espiritualidade, com toda a moderação. Nem ser politizada envolvendo-se com “os negócios dessa vida” (2Tm.2.4), nem demonizar a política portando-se indiferente de modo irresponsável.

 

 

 

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