COVARDE TIPO “ISENTÃO”

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Paulo Zifum

Quanto, porém, aos covardes, aos incrédulos, aos abomináveis, aos assassinos, aos impuros, aos feiticeiros, aos idólatras e a todos os mentirosos, a parte que lhes cabe será no lago que arde com fogo e enxofre, a saber, a segunda morte.” Ap.21.8

Nem sempre é fácil distinguir um doente (anêmico, depressivo) de um preguiçoso. É fácil confundir pessoas fracas com pessoas covardes. Constitui injustiça julgar o sujeito apenas por seus momentos de fraqueza (pessoas surpreendidas podem “amarelar” e as medrosas com histórico de traumas e fobias podem paralisar). Mas, os covardes podem ser identificados. E o fato de serem muitos não impede a distinção.

A pessoa covarde tem um estilo de vida estruturado na cultura do “podemos tirar isso se achar melhor”. A mãe que vê a filha de 12 anos vestir-se como mulher, o marido que demora para voltar para casa enquanto pensa em desculpas, o filho que sorri dizendo estar tudo bem enquanto vai removendo a família de seu coração,  a mulher que faz aborto alegando incapacidade emocional,  a moça que casa por interesses econômicos, amigos que se acham fiéis acobertando pecados vis, são covardes simpáticos e muito educados.

Há dolo no covarde. Ele tem um plano de vestir-se de neutro, de “isentão”, de equilibrado e até fraco para viver bem. O Sermão do Monte, o discipulado cristão, a cruz , a peregrinação com a Igreja padecente não estão em seus planos. O  Céu também não tem plano de recebê-los.

Li 2 sites sobre o assunto. Compartilho porque visitam a covardia em temas diferentes. Não concordo com tudo que o autor Tiago Cortês disse. Embora faça julgamentos  corajosos, alguns são temerários.

https://artigos.gospelprime.com.br/deus-vomitara-o-isentao/

https://theintercept.com/2016/09/29/o-triunfo-do-isentao-como-e-a-censura-no-brasil-em-2016/

Também para sua curiosidade, segue abaixo um trecho da Divina Comédia de Dante (1307), onde os covardes encontram-se na entrada do inferno.

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PROFESSOR: AGRICULTOR, SOFREDOR e TORCEDOR

 

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Paulo Zifum

Professor é como um agricultor. É aquele que aguarda os alunos o crescer dos alunos como se fossem sua colheita. Trabalha duro, lavrando a terra, afofando, adubando e semeando. É experiente e sabe que existe terra certa para cada tipo de cultura. Ele procura identificar e semear, regando o ano todo. Trabalha com alegria porque essa é sua terra. Às vezes, sofre prejuízo com colheitas fracas.

O sofrimento de achar que perdeu todo seu trabalho faz parte de uma profissão que depende de muitos fatores externos. O professor lida com problemas sociais vistos no descontrole, falta de respeito e baixo rendimento de alguns alunos. Alguns mestres ao tratarem esses problemas, dizem: -Eu não tô nem aí! , porém, a maioria mente. Professor ama, e quem ama, sofre. E volta para sala de aula, mesmo com um ganho financeiro inadequado. Essa é a sorte dos alunos!

E é uma sorte mesmo, ter um mestre torcendo por você. Professor é um fanático por ensinar. Fica quase sem unha e coberto de pó de giz como se a lousa fosse seu melhor jogo. Ele chega em seu primeiro dia de aula pensando no início do campeonato, avaliando desafios e os adversários. Veste a camisa e vai ao Estádio: a Sala de Aula! Aquele retângulo onde estão posicionados os jogadores. Quando  fazem um gol, o Professor grita! É uma explosão! Professor é louco de paixão. Pega ônibus, gasta gasolina, torra um tempão e, praticamente, paga para entrar no jogo. E mesmo que o time decepcione a temporada inteira, ele está lá. Inexplicavelmente, torcendo.

ORAÇÃO DO LUQUINHA

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Paulo Zifum

Nunca tinha pensado na eficácia da oração infantil. Ontem o Luca, 3 anos, fez a seguinte oração: “Senho Jesus, te agladeço pol cuida da gente na estlada, peço que a gente fique bem feliz, e que todo mundo seja feliz obligado pela comida, amém. “.

Imaginei como “as misericórdias do Senhor se renovam a cada manhã” em reposta às orações infantis. Elas pedem pelos doentes do mundo todo, pelas crianças de todo o mundo e pelos velhinhos. Oram por milagres de um modo tão descontraído que os adultos são tentados a dizer: – criança e tão do ingênua!

O mundo tem um caos sob controle. A misericórdia divina é a causa de não explodirem o planeta com tanto ódio e maldade. E, acredito, que parte dessa clemência de Deus é mediada por um exército picurrucho que insiste em achar que todo mundo precisa de carinho e de um sorriso, até os malvados.

A oração do Luquinha está em linha com o Sermão do Monte (Mt.5-7), onde Jesus ensina a orar por todos, quer sejam bons ou maus. Eu fiquei o resto da refeição pensando que o mundo deve muito para a súplica desses pequenos justos descritos na carta de S. Tiago 5.16. Acredito que Deus, ao ouvir esses pedidos gerais, alivia o mundo de uma forma que os homens jamais poderão perceber.

MAMÃE JÁ DIZIA

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Paulo Zifum

Com quase 90 anos ela continua dizendo. Mamãe é um desses “documentos” antigos que carrega consigo frases milenares de sabedoria. Não sei se as originais eram solenes, mas as frases de mamãe são cheias de humor e algumas tem até uma pitada de malícia.

Demorei alguns anos para entender algumas sentenças: “Começo de angú é mingau“. Dona Carmelita soltava o dito, seco e sem comentários, dentro de contextos que, a princípio, eu achava inadequado. Certa vez, um parente estava prestes a casar numa bolha de romantismo. Sabendo dos traços do relacionamento, ela olhava por cima do óculos e mandava o ditado. Era um alerta para a realidade que só os experientes conseguem ver. E, sabe, ela estava certa, e o mingau acabou bem cedo.

Quem já fez mingau e descuidou do fogo, sabe o caroço que vira. Algumas coisas na vida são muito semelhantes a cozinhar mingau. No começo, é uma delícia! Mas, o encanto descuidado com a felicidade, por vezes, nos faz passar da hora. Vira angú, e de um jeito que não dá nem pra tirar a colher.

Acho que, essa frase eu entendi: Levar a vida ao fogo baixo e mexer devagar. Seja mingau ou polenta, devo ter consciencia.

 

 

 

 

FILOSOFIA E MODA

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Paulo Zifum

Desculpe, caro leitor. Sua busca por esse assunto pode ser frustrada. Há uma relação muito complicada entre filosofia e moda. Eu não sei muito sobre combinações de roupas. Minha esposa está, há quase uma hora, atrapalhando minha pesquisa em Thomas Kuhn sobre a incomensurabilidade das teorias cientifícas. Ela sai do quarto, desfila e pergunta se ficou bom. Faço alguns apontamentos sobre Scruton onde há o belo e bom. Noto a arte na moda. A esposa mostra um drama do qual o estilista não tem a mínima noção; a saber: a combinação. Essa é uma arte derivada. E eu, que sei nada, dou risada.

Leia A Beleza de Roger Scruton. Fala da arte e ensina um modo elevado de ver a estética.