NOSSAS REAÇÕES REVELAM

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Paulo Zifum

para te provar e saber o que estava no teu coração” Dt.8.16

A Bíblia conta como o Senhor permite o mal para tratar do seu povo, para revelar pensamentos e propósitos do coração. Um desses “males sob controle” é o pecado. Quando uma pessoa comete algum pecado, seja por culpa ou dolo, pode desencadear uma série de reações que trarão à luz coisas não percebidas.

O caso clássico da mulher adúltera em João capítulo 8 mostra como “um abismo chama outro abismo” (Sl.42.7). A narrativa mostra o modo como o juízo humano funciona com relação ao pecado alheio e, ainda mais, como a maldade desloca o foco e distorce os juízos de valor.

Note no palco: um casamento, uma mulher, Jesus e uma equipe de juristas. A mulher já tinha sido julgada por adultério. Todos sabiam que tal crime deveria ser punido com a pena de morte, porém trouxeram o caso a Jesus para expô-lo publicamente (numa túnica justa). Não havia preocupação alguma com a mulher ou com sua família. A sede e fome não eram de justiça, mas de disputa.

Deus prova nosso coração quando nos dá oportunidade de julgar e condenar alguém, seja um filho, um cônjuge, um amigo ou um desconhecido. O pecado alheio nos provoca. Podemos nos apegar tanto ao direito em nome da justiça que acabamos falando e agindo apenas em termos da lei moral. Mas, há outra lei?

Sim! S. Tiago diz: “falem e ajam como quem vai ser julgado pela lei da liberdade; porque será exercido juízo sem misericórdia sobre quem não foi misericordioso. A misericórdia triunfa sobre o juízo!” (Tg.2.12-13). Essa “lei da liberdade” é o Evangelho.

Cuidado com suas reações, porque por elas você pode ser julgado fora da graça do Evangelho. A paixão pelo certo, pela razão, pela justiça pode ser boa, mas sem amor. Jesus perdoou a mulher e com isso nos ensinou um novo caminho. Redimindo todo nosso sistema de avaliação, ele mostrou que nenhum de nós deve tratar os outros como se estivesse acima da lei moral.

Se alguém pecar diante de você, saiba que, Deus estará esperando sua reação sobre como irá “falar e agir”. Como um sachê que desce numa xícara de água fervendo, soltamos “essências” de misericórdia ou juízo, de amor ou maldade, de humildade ou revolta. Nada como uma ofensa para saber o que está em nosso coração! Seja feita a nós ou a outros, seja um atraso de um compromisso ou uma escandalosa traição, Deus verá o coração.

o que se espera ver no homem é amor perene” Pv. 19.22

*Sobre João capítulo 8: É comum no mundo dos negócios, seja na indústria ou no meio acadêmico, a presença do jogo. E cada jogo elege um prêmio. No caso da história da mulher adúltera, os juristas tinham motivações muito sombrias. Normalmente nossas disputas não buscam um bem maior como prêmio. Perdemos as pessoas de vista e, em nossas brigas domésticas, escondemos desejos secretos de prevalecer. A lei moral era clara quanto ao adultério e exigia a execução. Colocava as pessoas em situação desconfortável porque, quem tem prazer num apedrejamento? Imaginamos que muitos fugiam dessas audiências para não se envolverem nem com a execução horrível nem com a defesa de gente culpada.

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