VOCÊ TEM LIVROS?

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Paulo Zifum

Uma estante de livros. Acho que essa mobília deveria ser tão importante quanto uma cama, mas para não parecer exagerado, todos deveriam comprar primeiro os livros, depois uma TV e, depois, uma estante.

A mobília de uma casa pode revelar valores muito pessoais. Investir num sofá caríssimo e em nenhum livro me parece algo triste. Mas, há quem diga conhecer uma casa com muitos livros, porém, sem nenhum conforto familiar. Erudição não é garantia de sabedoria, e essa, embora esteja nos livros, nem sempre é emulada por seus leitores.

Tá. Você entendeu. Precisamos dar valor aos livros. Mas, quais livros?

C.S. Lewis diz em seu ensaio sobre crítica literária que, um livro bom é aquele que cria em você um acontecimento especial e o “ajuda a interpretar e sintetizar sua própria experiência”. Um exemplo disso é a leitura de A. W. Tozer. Quem lê seus livros começa a fazer uma espécie de mapa para “pensar corretamente”.  Outro exemplo é ler O Pequeno Príncipe e memorizar trechos que comprovam que somos uns bocós “valorizando números”. Para quem já leu o Salmo 32, o livro A Letra Escarlate consegue explicar bem as sensações sinistras da alma que esconde pecados.

A Bíblia? Para alguns é um livro religioso, apenas. Só que não!

Se eu naufragasse e fosse para uma ilha, eu desejaria…

Celular não iria resolver sem carga. Desejaria ter um livro que fosse infinito, repleto de histórias de perigos, guerra, tramas sinistras, enigmas, poesias e discursos de esperança e redenção. E prefiro a Bíblia, não apenas pelo aguçamento de minha natureza curiosa, mas,  principalmente, por seu poder de confronto moral (razão de sua impopularidade no mundo pós-moderno). Bem, quem não conhece a Bíblia, talvez preferisse a Ilíada ou Odisséia de Homero ou algum outro clássico consagrado para as horas de solidão.

Livros, uma estante deles, num canto de sua casa, talvez não signifique nada. Livros com os quais a única relação é uma lembrança apagada de um passatempo, não são uma posse.

Se você tem uma obra da qual se apropriou e sabe abrir e ler um trecho para alguém mostrando uma “fotografia” da vida, então, ela é sua. Se pode citar uma ideia do livro e aplica-la num contexto de conversa, então, você tem livros. Feliz quem tem bons livros, mesmo que sejam apenas dois ou três por sobre um pequeno móvel da casa.

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