MUITO BESTA

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Paulo Zifum

Um médico que, tentando resgatar seu amigo do alcoolismo, o chama para uma demonstração no consultório. Sobre um pedaço suculento de filé bovino, em uma bandeja, derrama um copo de aguardente. Mais tarde, pede ao amigo observar o estrago que o álcool fez na carne. “Nunca mais eu como carne bovina”, é a resposta do alcoólatra

Doidera!

Dar sinal de farol para avisar que há uma blitz policial na estrada ajuda o cidadão em quê? E radar que devia educar, só limita gente apressada numa coleira. Histórico de navegação mantém a transparência da família, mas, por que apagar? As pessoas morais são “certinhas” e quem discorda ou confronta o erro é intolerante. Consideramos corrupção só se tiver muita grana envolvida. Paramos no meio da pista para ver se arranhou a pintura do carro, sem sequer olhar para o outro motorista. Sabemos colher migalhas de visualizações de uma foto, mas não fazemos ideia onde fica o asilo ou orfanato da cidade. Fazemos academia e dieta, mas um auxílio para uma viúva ou entregar cesta básica para alguém com  família numerosa é difícil. É mais fácil pedir dinheiro para os fiéis que rogar que sejam fiéis.

Temos uma rápida capacidade analítica para dizer “nunca mais comerei carne bovina”. É com esse juízo tão apurado que o Brasil tem se tornado um bêbado esperto. Seria cômico se não fosse trágico. Mas, mesmo assim, acho que o amigo médico deu risada. Brasileiro é muito engraçado.

O pecado causou um considerável dano no juízo. E isso, não tem graça nenhuma.

*Foto: Chicó e João Grilo, personagens do filme Alto da Compadecida. A obra do autor cristão Ariano Suassuna cria caricaturas do Brasil.

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Um comentário sobre “MUITO BESTA

  1. Acredito que o melhor remédio para se combater a corrupção não está na edição de novas leis. Acredito, ainda, que campanhas publicitárias não têm o condão de moldar o caráter do homem. Acredito, de fato, que o poder da palavra de Deus levará o homem a se aproximar de princípios não compartilhados pelas instituições tradicionais do nosso Estado. Espero ansioso que seja oferecida, nas escolas e classes de ensino, oportunidades para a boa e serena divulgação das Santas Escrituras.
    Rodolfo Rocha

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