SANTO AGOSTINHO! VALEI-ME!

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Paulo Zifum

Sei que o sol raiou, não porque posso ver o sol, mas porque vejo as coisas sob sua luz.”

Agostinho, bispo de Hipona, foi um dos maiores pensadores cristãos. Agostinho nasceu em 354 na África romana. Sua mãe, Mônica, era uma cristã devota e seu pai, Patrício, um pagão convertido ao cristianismo no leito de morte. Converteu-se em 386 e foi ordenado bispo em 391. Escreveu Confissões em 398 e  A Cidade Deus em 410.

Santo Agostinho foi um gigante. Os que conhecem a riqueza de suas obras, suprimem comentários sobre seus desvios hermenêuticos*. Ele defendeu a fé e nos deu encanto devocional como poucos teólogos e filósofos cristãos fizeram.

Tome sua frase acima “sei que o sol…”. Note a força apologética desse pressuposto. Não é um ótimo recurso que um jovem cristão, aluno de ensino médio, poderia usar como defesa de sua fé? Alguns são triturados por professores ateus logo no início do ano e ficam encolhidos o resto do ano letivo. Não seriam vencidos se conhecessem pensadores como Agostinho. 

Certa vez, um aluno cristão interrompeu o discurso anti-cristão de seu professor de Filosofia, fazendo a simples pergunta: Mestre, o senhor já ouviu falar de Santo Agostinho? A reposta foi: Claro! Por que a pergunta! A resposta do aluno, com um sorriso tipicamente nietzschiano e com leve tom de maldade foi: Por nada. Só para saber. O professor resistiu a tentação de comentar para não cair em alguma contrariedade.  Os ateus sabem que não existe nada mais desconfortável que um religioso culto. 

Para Agostinho, Deus é o sol que ilumina o conhecimento, seguindo a base do discurso do apóstolo Paulo sobre a origem do verdadeiro conhecimento: “nele vivemos, nos movemos e existimos” (At.17.28). Especificamente, Agostinho falava, não sobre qualquer deus, mas sobre o Deus encarnado, Jesus Cristo, a quem dedicava sua intelectualidade. 

Todos os cristãos deviam conhecer um pouco de Agostinho para horas de defesa da fé. 

*Erro hermenêutico: em De Sancta Virginitate, afirmou que a Virgem Maria “concebeu virgem, deu à luz virgem e permaneceu virgem para sempre”.  Agostinho aplicava o método alegórico na interpretação das Escrituras, adequado em alguns casos, mas não em todos.

Ouça a poesia de Agostinho primorosamente musicada por Stenio Marcius: Tarde demais

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Um comentário sobre “SANTO AGOSTINHO! VALEI-ME!

  1. Quando o Autor do texto menciona as obras de Santo Agostinho, o faz com muita propriedade, tendo em vista que o conhecimento se estabelece por meio de fundamentos sólidos. A exposição perfunctória pode aguçar a curiosidade, mas não é capaz de alterar nossas convicções.
    O convencimento alheio, a respeito da passagem e dos ensinamentos de Jesus Cristo neste mundo, é construído através de robustos argumentos. Assertivas vazias comprometem o poder de persuasão, principalmente daqueles que se declaram ateus.
    Neste diapasão, vejo a necessário de apontamentos rijos, com força para modificar conceitos e impulsionar a conversão dos incrédulos.

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