BUSCAR ENQUANTO PODE ACHAR

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Paulo Zifum

sem-titulo1Isaías 55:6

O texto acima afirma que o tempo se esgota, e depois que acaba, não dá mais para resolver certas coisas.

Relacionamentos: Você ofende uma pessoa,  e não a busca para conciliar, pode ser que , quando a procurar, descobrirá que passou tempo demais. Até a gratidão tardia poder ser inútil em alguns casos. Um fiasco querer viver depois de ter “morrido” pela causa errada coisas no lugar de pessoas). O tempo é cruel com aqueles que perderam a hora de ser feliz.

Obediência: A mãe diz para não sair, mas o jovem sobe no carro para desfrutar da rebeldia. Nem sempre rapazes e moças tem a chance de sair da confusão que criam.

Pais e filhos: Os filhos crescem à nossa disposição para conversar e ensinar, mas, buscar em bate-papo com um adolescente sem ter construído uma amizade, pode ser um esforço perdido.

Saúde: Nossa coluna vertebral tem uma “borrachinha” que se desgasta com os impactos sem proteção muscular. Depois que perde, não tem musculação que reponha essa função. A  má alimentação e falta de sono pode ser corrigida, mas depois de muita bagunça o corpo não encontra resgate da saúde. O tempo é severo.

Negócios: A falta de iniciativa e coragem faz os vacilantes perderem oportunidades incríveis. E o comerciante ou político que aceita favorecimento ilícito, se não voltar logo, pode não achar mais a saída.

Porém, o mais urgente…

não são negócios, saúde nem nossos relacionamentos horizontais. Nossa busca mais importante deve ser a referência de nossa origem. Devíamos estar mais preocupados com a origem da felicidade que com a própria  vida feliz. É melhor buscar a origem da beleza e da bondade que a vaidade de possuir o belo e o bom. Buscar a Deus é o mais urgente.

O profeta Isaías quando diz para  ‘buscar יהוה o Senhor Deus”(um viva para esses mensageiros do além!), nos fala sobre os caminhos da vida. Dá-nos a ideia de que, uma vez andando de costas para Deus, quanto mais se anda, mais perdidos nos tornamos. Deus, que deve ser nosso “amor último”, quando ignorado nem sempre fica nos aguardando. É como chegar ao centro de um labirinto sem saída e descobrir uma corrida contra o tempo. A volta é possível, entretanto, a pessoa amada pode não estar mais lá.

As portas não ficam abertas para sempre. Um exemplo clássico é o drama da Arca de Noé. Quando o dilúvio desabou, logo após Noé e sua família entrarem na Arca ,”o Senhor fechou a porta” (Gn.7.17). Para os de fora o tempo havia esgotado.

Diz o profeta: “Não sejam teimosos feito uma mula! Não insistam em dizer que sabem por onde estão indo, quando, na verdade, estão perdidos! Voltem! Voltem para casa! Busquem o Senhor, em tempo de poderem encontra-lo”.

Esse discurso não é dito apenas aos pagãos. É também dirigido aos cristãos. Salvação não se perde, mas a alegria dela se desperdiça. O filho pródigo voltou, mas, só Deus sabe os valores que nunca mais pôde encontrar.

Busque enquanto pode achar!

*Foto: Filme Maze Runner: Correr ou Morrer.

 

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DEBULHAR ESCONDIDO

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Paulo Zifum

Se você é brasileiro e mora fora do Brasil há muito tempo, talvez não saiba mais o que é debulhar escondido. Vivemos uma vida parecida com a do personagem bíblico chamado Gideão. O texto de Juízes 6 noticia que a nação de Israel se encontrava sem proteção nas mãos de ladrões. Diz que os ladrões eram “em tanta multidão que não se podia contar… e consumiam tudo a ponto do país ficar debilitado“. Nesse contexto Gideão aparece debulhando o trigo dentro do lagar.  Trigo se malha em lugar aberto com espaço, mas era necessário fazer escondido para não ser roubado.

A história de Juízes tem uma semelhança e uma diferença com o Brasil. A semelhança está na verso 1 que diz: “Fizeram os filhos de Israel o que era mau perante o Senhor; por isso o Senhor os entregou nas mãos dos inimigos por sete anos“. A diferença é que no Brasil o bando de gafanhotos que destrói a terra há décadas, é brasileiro.  O próprio brasileiro, entrou no crime organizado para acabar com a vida dos conterrâneos.

Sim! Deus, o soberano, é aquele que pune as nações. No nosso caso, nos entregou a nós mesmos. Uma população de oportunistas entre 40 e 70 anos se uniu politicamente para, “não deixar sustento algum, nem ovelhas, nem bois, nem jumentos”.

Para defender nosso trigo, recebemos as mais variadas recomendações, que vão desde sonegação fiscal até não falar ao celular em lugar aberto, evitar certos ambientes em determinadas horas e rezar para nada de mal acontecer. Agora, nas cidades, os filhos saem e as mamães não dizem só um “Deus te abençoe”, fazem um verdadeiro manto de recomendações e até pedem ao poder divino que “faça meu filho ficar invisível”. Na internet então, só Deus para livrar o cidadão desse sombrio mundo invisível de golpes, sem falar nos sequestros ao telefone cheios de gritos agonizantes de parentes nossos.

E quem faz tudo isso? Nossos irmãos! Nossos compatriotas da favela ao condomínio de luxo, da empresa de reforma aos magistrados concursados e devidamente eleitos. Estamos todos ferrados!

Debulhar escondido. Um parente esperava uma TV de led que comprara numa grande loja. Não quis abrir o portão para uma Kombi velha enferrujada. O rapaz de boné com a barba por fazer dizia que era entrega de TV e mostrou a nota com nome e endereço. Era difícil acreditar no veículo grafitado “Lavanderia da Flor”com letras bregas e coloridas . -Fui assaltado 5 vezes esse mês, dizia o entregador. Meu amigo adesivou “Gelo” em seu caminhão-baú para entrega de frango. Não adiantou.

Bem, Israel só saiu dessa maldição de roubo e opressão quando clamou a Deus por ajuda. Eu estou fazendo isso há alguns anos. Peço socorro ao Supremo Juiz porque não aguento mais me esconder do meu próprio governo (que deveria um pai) e do meu próprio povo (que deveria um irmão). Triste época!

SALMO 126 é RICO

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*Tela: Jean François Millet

Paulo Zifum

Poesia Hebraica: Tema: A Vida : Fé em Deus

Quando o Senhor trouxe os cativos de volta a Sião, foi como um sonho.
Então a nossa boca encheu-se de riso, e a nossa língua de cantos de alegria. Até nas outras nações se dizia: “O Senhor fez coisas grandiosas por este povo”.
Sim, coisas grandiosas fez o Senhor por nós, por isso estamos alegres.
Senhor, restaura-nos, assim como enches o leito dos ribeiros no deserto.
Aqueles que semeiam com lágrimas, com cantos de alegria colherão.
Aquele que sai chorando enquanto lança a semente, voltará com cantos de alegria, trazendo os seus feixes.
Salmos 126:1-6

Há duas metáforas ricas: Semeadura com lágrimas e a colheita com júbilo. Na vida ocorre o seguinte: ou pessoa está semeando ou está colhendo. Pode semear com alegria e colher com tristeza. Podemos ficar parados com preguiça (que é uma semeadura, não tão dura) e depois colhermos nada (pois, a carestia é um tipo de colheita).

O semear com lágrimas retrata um período de sofrimento, privação ou humilhação. Nesse período pessoas que tem a fé orientada em Deus e em Sua Palavra, continuam vivendo e trabalhando de modo fiel. Apesar das dificuldades, continuam confiando em Deus. E é em Deus que o “chorão fiel” coloca toda sua confiança, pois Ele é quem tira do cativeiro, liberta das prisões, muda realidades impossíveis e faz brotar o louvor (Sl.40).

O Salmo cria um “ciclo de esperança” entre o verso 6 e o verso 1, mostrando que a vida será assim: “entre a semeadura e a colheita há névoas, incertezas e silêncio”  e feliz é aquele que confia que Deus está no controle e que sua misericórdia fará raiar num novo dia. O poeta diz que há um tipo de semeadura e choro que Deus jamais ignora e que, o dia da colheita chegará. A fé será recompensada.