SALMO 126 é RICO

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*Tela: Jean François Millet

Paulo Zifum

Poesia Hebraica: Tema: A Vida : Fé em Deus

Quando o Senhor trouxe os cativos de volta a Sião, foi como um sonho.
Então a nossa boca encheu-se de riso, e a nossa língua de cantos de alegria. Até nas outras nações se dizia: “O Senhor fez coisas grandiosas por este povo”.
Sim, coisas grandiosas fez o Senhor por nós, por isso estamos alegres.
Senhor, restaura-nos, assim como enches o leito dos ribeiros no deserto.
Aqueles que semeiam com lágrimas, com cantos de alegria colherão.
Aquele que sai chorando enquanto lança a semente, voltará com cantos de alegria, trazendo os seus feixes.
Salmos 126:1-6

Há duas metáforas ricas: Semeadura com lágrimas e a colheita com júbilo. Na vida ocorre o seguinte: ou pessoa está semeando ou está colhendo. Pode semear com alegria e colher com tristeza. Podemos ficar parados com preguiça (que é uma semeadura, não tão dura) e depois colhermos nada (pois, a carestia é um tipo de colheita).

O semear com lágrimas retrata um período de sofrimento, privação ou humilhação. Nesse período pessoas que tem a fé orientada em Deus e em Sua Palavra, continuam vivendo e trabalhando de modo fiel. Apesar das dificuldades, continuam confiando em Deus. E é em Deus que o “chorão fiel” coloca toda sua confiança, pois Ele é quem tira do cativeiro, liberta das prisões, muda realidades impossíveis e faz brotar o louvor (Sl.40).

O Salmo cria um “ciclo de esperança” entre o verso 6 e o verso 1, mostrando que a vida será assim: “entre a semeadura e a colheita há névoas, incertezas e silêncio”  e feliz é aquele que confia que Deus está no controle e que sua misericórdia fará raiar num novo dia. O poeta diz que há um tipo de semeadura e choro que Deus jamais ignora e que, o dia da colheita chegará. A fé será recompensada.

 

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2 comentários sobre “SALMO 126 é RICO

  1. Redundância. Alguns posicionamentos se apresentam de maneira tão óbvia e tão natural que trazem consigo o aspecto ou o conceito da redundância. Colhemos o que semeamos. Raciocínio reto. Entretanto, nem sempre a fruta está doce como se espera. O mamão, por exemplo, externamente gracioso, mas internamente sem a presença marcante do açúcar. Às vezes falta doçura. Nessa direção, o que parecia óbvio pode, em sua essência, revelar uma outra face. Ah! Como eu gostaria que todo mamão fosse doce. Assim é a vida. Plantamos. Trabalhamos. Lutamos. Mas nem sempre iremos colher exatamente o que de fato plantamos. Desse modo, devemos esperar em Deus. Com ou sem lágrimas, devemos nos manter firmes na semeadora e esperar a colheita de frutas perfeitos.

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