FICO COM O DÍZIMO

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Paulo Zifum

O dízimo ainda é um assunto polêmico. Algumas igrejas discursam para “cobrar o dízimo”, outras pedem para “devolver o dízimo”, enquanto um grupo prefere ensinar apenas “dar oferta” como o ideal do Novo Testamento (não se regula a disposição do coração). Dinheiro é um assunto que ficou no nervo central do ser humano. Radical, o dinheiro é assim: ou você domina ou é manietado. Pessoas, famílias e nações se portam quietinhas até o assunto monetário aparecer com oportunidades.

O dízimo (10% de toda a renda) era uma razoável regulação fiscal da nação de Israel, cuja finalidade era a manutenção do centro religioso que envolvia o sustento dos sacerdotes e o subsidios para cobrir os custos do Templo. Israel era uma nação cuja vida civil e política estava organizada em torno do Culto a Jeová. O que significa que todas as leis tinham fundo moral voltado para a devoção a Deus.

Essa devoção, segundo o 1º mandamento tinha de ser exclusiva. As leis desafiavam o coração de qualquer um. Dentre as leis mais difíceis, como a do sábado e a do perdão, estava a lei da contribuição material para a causa cultual. Numa sociedade materialista, pagar impostos para financiar o contato com o divino é impensável.

O dízimo era uma espécie de declaração do imposto de renda. A Casa do Tesouro (o Templo) não tinha serviço de malha fina para investigar os ofertantes, entretanto, era corrente entre os israelitas que Deus punia os sonegadores. O profeta Malaquias disse: “vocês estão roubando a Deus nos dízimos e  nas ofertas”. A tentação de reter o dízimo e mentir, ofertando menos, era grande. Deus não colocaria uma regra se não soubesse que o coração humano é corrupto.

E qual a função educativa do dízimo? 

Quando o assunto é “mexer no bolso” o ser humano fica indisposto. O dízimo era uma maneiras de proteger a nação da cobiça e avareza. O dinheiro pode tornar-se um senhor e escravizar as pessoas. A obediência do dízimo poderia ser um modo de evitar o apego  excessivo. E, além de fortalecer a imunidade contra o materialismo, a prática do dízimo era importante para manter a fé. Israel não poderia perder a noção de dependência de Deus. Para os mais pobres, dizimar sempre foi um desafio da confiança em Deus, uma vez que os 90% restantes não trariam a solução para todas as demandas. Dar o dízimo era um ato de fé. Ora, a falta de confiança em Deus sempre estava por trás da quebra das leis.

Dízimo hoje

Não há sinal de evolução na humanidade. Os homens continuam com enormes dificuldades para viver livre de apego material. Ainda hoje, precisamos de regras que contenham toda nossa cobiça.

O dízimo nunca foi o ideal. A vontade de Deus para nossa relação com o dinheiro pode ser encontrada em Atos 2 à 5, onde a generosidade e a bondade superam os parcos limites do dízimo. Enquanto o ser humano não for livre, precisará de regras para lembrá-lo de investir no Reino.

Se alguém disser que o dízimo não deve ser ensinado hoje nem ser padrão na Igreja do NT, concorde. O padrão do NT é muito elevado. A prática de oferta no NT exige muito mais fé, mais entrega e mais sacrifício. Se alguém perguntar: Você fica com o dízimo ou retém a oferta? Procure responder com honestidade e humildade.

Eu não sei você, mas eu ainda preciso de regras (rudimentos) para conter meu amor pelo dinheiro.  O dízimo é um ponto de partida, um bom começo para desenvolver um coração generoso e confiante.

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