GRAÇA QUE EDUCA

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Paulo Zifum

A graça de Deus manifestou-se salvadora a todos os homens, educando-nos” Tt.2.11-12

Ainda bem, que foi a Graça! Como seria se fosse a Ira?

A Graça nos educa nos fazendo entender qual a nossa condição diante de Deus. ela também orienta nossa relação com o próximo. O pecado causou muita distorção, nos incapacitando de ter uma noção correta de nossa realidade espiritual. Essa distorção trouxe prejuízos nos relacionamentos pessoais. Desaprendemos a viver com Deus e com o próximo. Precisamos ser educados, ensinados a viver segundo Cristo que era cheio de graça e verdade (área de tensão e desiquilíbrio no mundo: graça sem verdade, verdade sem graça ou ausência das duas).

A condição real do ser humano é que ninguém merece nada. Não compreender essa verdade causa um retardamento na educação. Quando nos agarramos no mérito, direito ou justiça própria,  levando essas coisas para a base e sustentação da vida,  nos tornamos “escravos de toda sorte de paixões e prazeres, vivendo em malícia e inveja e ódio” (3.3).

Foi esse o caso do Filho Pródigo que, se achava tão digno que tomou sua herança antes do tempo. Essa história retrata a humanidade que se acha dona de terras, recursos e pessoas. Porém, esse mesmo filho veio a compreender que não era digno de ser chamado de filho (Lc.15). E foi essa confissão de indignidade que possibilitou a experiência de desfrutar da graça do pai. Ele seria recebido da mesma forma, mesmo sem estar arrependido. O problema é que sem a consciência do pecado não há como desfrutar do amor do Pai. O banho, a roupa, o anel, as sandálias e a festa não fazem sentido.

Muitos filhos só voltaram para casa porque estavam derrotados. Ainda não sentem tanto por seus pecados. Se acham vítimas da inveja, do encosto ou do demônio. Acham que merecem uma segunda chance. Também, a exemplo do irmão mais velho do Filho Pródigo, é possível estar na Igreja e não conseguir ver motivos de festa. Esses ainda não entenderam o Evangelho que ensina o amor incondicional de Deus por meio de Jesus.

E Paulo diz novamente: “se manifestou a bondade de Deus, nosso Salvador, e o seu amor para com todos, não por obras praticadas por nós, mas segundo sua misericórdia, ele nos salvou mediante o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo” (Tt.3.4-5)

A Graça, além de nos educar sobre nossa condição carente diante de Deus, também orienta nossa relação com o próximo. Partindo da premissa de que não merecemos nada e ninguém merece, nossa visão das pessoas é redimida para um estado de graça. Qual a base para tratar as pessoas? Paulo começa o capítulo 2 dando diversas recomendações para diversas classes socais. Essas orientações possuem um fio comum que as costuram no princípio da graça. A prática da obediência, da vida em favor do outro, o respeito pelo outro, respeito pelos bens do próximo, são virtudes destacadas como a nova educação dos cristãos que antes viviam em “paixões mundanas” (2.12), num comportamento “néscio, desobediente, desgarrado” (3.3). Agora a Graça educa a uma vida “sensata, justa e piedosa”. Foi que ocorreu com Zaqueu, que entendendo a graça, quis reparar o dano causado ao próximo. Ele quis corrigir sua vida egoísta que não considerava os pobres (Lc.19). A graça educou mesmo aquele baixinho!

Por meio do Sermão do Monte e parábolas Jesus ensinou como o cristão deve ser gentil e serviçal. A relação até com os inimigos deve ser graciosa. Mas, nem todos compreenderam essa Maravilhosa Graça e são pegos pelas câmaras de segurança do Senhor (Mt.18.23). Frequentemente somos flagrados agindo de modo impaciente ou rude com as pessoas, e isso prova que ainda vivemos com base no mérito, que ainda não fomos educados na graça. Pegar alguém que falhou conosco e cobrar é algo perigoso, pois o Senhor não manifestou sua graça a nós em vão. Ele deseja que seu favor, amor e perdão sejam retribuídos a quem precisar.

Mas os que não estão matriculados na Escola da Graça cursam a Faculdade do Legalismo: Escreveu Não Leu o Pau Comeu. O legalismo é um apego às regras que desconsidera as pessoas e seus contextos. Jesus corrigiu essa distorção ao dizer que “o sábado foi feito para o homem e não o homem para o sábado”. Não significa que o homem é o centro das coisas e está justificado em tudo. Deus é quem decidirá se manifesta graça ou juízo. Nós, devemos por gratidão, mostrar sempre graça. Devemos fugir do legalismo, do julgamento do outro ou pagar o mal com o mal.

A Graça de Deus se manifestou a todos, mas nem todos a desfrutarão. Felizes são os que conseguem compreender essas coisas, segurar nas mãos do Senhor e deixar-se educar. Felizes os que reconhecem de verdade que não merecem nada, nem um “like” sequer. E aceitam o amor de Deus e seu beijo amoroso ao dizer: “meu filho voltou, estava morto e reviveu, perdido e foi achado”. Felizes os que conseguem viver na Igreja contentes com a Graça, apesar da Igreja nem sempre oferecer essa Graça. Felizes os que aprenderam a orientar seus relacionamentos em casa ou fora com base nessa Graça. Tratando as pessoas com paciência e ternura porque são preciosas.

Eu ainda sou meio azedo, legalista  e um pouco descuidado, mas estou matriculado na melhor escola desse mundo. Minhas notas são baixas e fico de recuperação muitas vezes, porém, Ele me disse: “minha Graça te basta”.

*Foto: Um pai, ao levar sua filha ao altar do casamento, decidiu chamar o padastro que ajudou a criar a filha. O fato emocionou o mundo. http://www.vix.com/pt/bdm/comportamento/pai-interrompe-casamento-chama-padastro-da-noiva-e-emociona-com-entrada-a-tres

 

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Um comentário sobre “GRAÇA QUE EDUCA

  1. O senhor já leu o livro Maravilhosa Graça? O que acha dele?

    Tb tô matriculada e em pesquisa de tudo que se volta pra esse tema…
    Jesus é lindo demais! Demais…

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