QUEM VOCÊ É NO CASAMENTO?

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Paulo Zifum

Para os cristãos, as Bodas do Cordeiro é o evento mais esperado. A Igreja (reunião dos filhos de Deus cujo fenômeno é observável sociologicamente) é a Noiva que foi prometida em casamento para o Filho de Deus. Essa é uma alegoria forte que orienta a relação de compromissos e fidelidade entre o Senhor e seu povo na terra.

Tomando a festa de casamento como o evento para o qual todos os cristãos estão direcionados, encontramos aplicações curiosas como a de João Batista (Jo.3.29). Ele é chamado de “amigo do noivo”. É incrível como algumas pessoas alcançam esse nível de maturidade cristã. Cuidam dos interesses do Noivo, trabalham para que a Noiva seja preservada e zelam para que entre na festa o mais bela possível. A alegria da vida dessas pessoas está concentrada no bem estar da Noiva e na felicidade do Noivo. Passam a vida arrumando tudo para as Bodas. Esquecem até que são Noivas também. Talvez, sejam as pessoas com as quais o Noivo mais deseje encontrar.

 

 

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SENTIMENTO DE PAI E MÃE

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Paulo Zifum

Quando o assunto é a felicidade dos filhos, nós, pais, ficamos ansiosos. Deus deve compadecer-se. Até ateus devem fazer orações diante de um filho com dificuldade de ser feliz. Quando estamos impotentes, chegamos até a porta do quarto deles e suspiramos. Podemos fazer tudo certo, mas o namoro deles pode ser perigoso. Podemos ser bons amigos, mas eles sentem medo do futuro. Dizemos que tudo vai se encaixar, mas vamos dormir fora do compasso. Podemos dar tudo, mas eles podem sentir um vazio que jamais poderemos preencher.

O que sentimos é amor. Um amor que muitas vezes não pode ser explicado e nem sempre reconhecido, por ser coisa profunda e confusa. Desconfiamos que a frase “é para seu bem” pode ser nosso modo de se sentir bem. A paternidade é um grande desafio de honestidade.

A fase dos filhos pequenos é um tipo de autoescola. A adolescência é o exame. Alguns pais precisam fazer prática de novo. Paternidade é como dirigir. O trânsito pode fluir ou pode congestionar e ser perigoso. Pensamos que algumas pessoas jamais deviam ter habilitação.

A verdade é que, mesmo  passando bem pela adolescência, nos sentimos inseguros até com os filhos adultos. Continuamos a cheirá-los levantando os braços para ver se estão felizes. Continuamos preocupados. Estão conseguindo realização na vida? Estão bem de saúde?  Estão livres de vícios? Mantêm a fé em Deus?

Deus deve observar os pais e socorrer com dó. Ele sabe que a maior dor  é aquela que vem na infelicidade dos filhos e que os recursos de um pai e uma mãe são limitados. E Deus entende muito bem o ressentimento que surge quando os pedidos não são atendidos. É difícil ver um filho enfermo. Os sentimentos são esmagadores.

Mas, os sentimentos de alegria são maravilhosos. Ver a felicidade dos filhos é um vislumbre do Céu. Ver uma filha feliz em seu novo lar, um filho realizado no seu trabalho e ouvi-los falar de coisas boas é uma experiência única. A alegria de um filho é como uma autoestrada para o paraíso.