O CORAÇÃO QUE NINGUÉM VÊ

coração

Paulo Zifum

matei você, bem aqui, no sítio do meu coração, enterrei indigente no jardim, que agora mais parece um cemitério” Vigo, personagem de A Beleza da Guerra

Temos problemas diversos de coração. Infarto do miocárdio, taquicardia, sopro e outros problemas físicos. Ter um coração grande nesse caso não é nada bom. Devemos cuidar da saúde, porém, nossos maiores problemas do coração não são mecânicos, são de outra ordem.

Provérbios diz que nossa “prioridade deve ser cuidar do coração, porque dele procedem as fontes da vida” (Pv.4.23). O autor usa a metáfora do órgão para tratar dos sentimentos e resoluções. Proteger o coração do mal para mante-lo bom é uma tarefa na qual falhamos.

Nossos pais, Adão e Eva, não conseguiram assimilar que a ordem divina para “cuidar do jardim do Éden” (Gn.2.15) incluía o coração que, como terra, pode acolher sementes boas e más. A história de Genesis 3 mostra como é rápido um coração deixar de ser inocente e generoso para ser egoísta e malicioso. Após a queda, vem a sentença: “a terra deixará de cooperar, você vai sofrer para tirar sustento, a terra vai produzir oposições, espinhos e ervas daninhas” (Gn.3.17-18). Ora, isso também pode ser análogo à condição de nosso coração.

Estamos em apuros. Jesus disse que devido à dureza de nosso coração, por causa das pedras ou espinhos (Mt.13 e Mt.19) a vida não chega a produzir bons frutos.  Também disse que o coração produz  “maus pensamentos, as imoralidades sexuais, os roubos, os homicídios, os adultérios, as cobiças, as maldades, o engano, a devassidão, a inveja, a calúnia, a arrogância e a insensatez” (Mc.7.21-22).

A condição do coração humano é descrita assim: “Enganoso é o coração,mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá?” (Jr 17.9).  Uma fábrica de ídolos, segundo Ezequiel 14, e Calvino define que “o mal em nosso desejo, caracteristicamente não repousa no que queremos, mas em o querermos muito”.

Essa é a condição da criança ao idoso. Uma maldição adâmica que nos acompanha desde o nascimento, nos obrigando a vigiar senão o “mato” toma conta enchendo nosso jardim de cobras outras coisas peçonhentas. Há um oposição e uma negação em nosso coração.  Queremos o bem, mas, apesar de muito esforço, vem e brota o mal. Uma desventura poetizada pelo apóstolo Paulo no tratado de Romanos 7.

Sendo assim, o que podemos esperar de nosso perigoso e doente coraçãozinho?

Só podemos esperar por um…      …milagre!

Desenganados de todo tipo de meditação, programa de reeducação e polimento religioso, ouvimos o Senhor dizer: “necessário é nascer de novo” (Jo.3.3-7). Só o Senhor pode resolver o problema central do pecado no coração. Jesus é aquele que “batiza com Espírito Santo” (Mt.3.11). E é o Espírito Santo que garante o milagre descrito pelo profeta: “Darei a eles um coração não dividido e porei um novo espírito dentro deles; retirarei deles o coração de pedra e lhes darei um coração de carne. Então agirão segundo os meus decretos e serão cuidadosos em obedecer às minhas leis. Eles serão o meu povo, e eu serei o seu Deus.” (Ez.11.19-20). E Paulo afirma a mensagem redentora e cristocêntrica ao escrever de forma única:Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo.” (2Co.5.17).

Incapaz de cuidar de meu coração, cansado e rendido, vou aos pés da Cruz e suplico: “sê propício a mim”.

 

 

 

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