SOMOS do “SUPREMO”

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Paulo Zifum

Se nós cedêssemos a esse tipo de pressão, nós deixaríamos, ministro Lewandowski, de ser ‘supremos” Gilmar Mendes – Ministro do STF

Bem… nada como uma provocação para alguém “abrir o coração”! A Procuradoria da República estava pressentindo que o Supremo Tribunal Federal iria conceder a liberdade ao ex-ministro José Dirceu (preso desde 2015). O que fizeram os procuradores? Entraram com uma nova denúncia contra o réu com o fim de pressionar os ministros. Essa ação provocou Gilmar:

Quanta falta de responsabilidade em relação ao Estado de Direito. O Estado de Direito é aquele em que não há soberanos, todos estão submetidos à lei. Não se pode imaginar que se pode constranger o Supremo Tribunal Federal, porque esta Corte tem uma história mais do que centenária. Ela cresce neste momento. Esta é a sua missão institucional. Creio que hoje o tribunal está dando uma lição ao Brasil. A pessoas que têm compreensão equivocada do seu papel. Não cabe a procurador da República pressionar, e não cabe a ninguém pressionar o Supremo Tribunal Federal. É preciso respeitar as linhas básicas do Estado de Direito. Quando nós quebramos isto, nós estamos semeando o viés autoritário, é preciso ter cuidado com esse tipo de prática“.

Puxa! O Ministro Gilmar abriu o coração. E o que estava lá? É o que está em todos os corações: o compromisso fiduciário que temos com a possibilidade de estarmos certos.

A oposição há de nos provocar, desde um “não de mãe” até a crítica ácida no Facebook. Seremos tentados a fazer um comentário, que, normalmente, é parecido com o de Mendes: “nós, do supremo estamos acima dessa crítica”. O coração revela quando nossos ídolos são atacados. O Ministro Gilmar deu acesso ao dizer “não cabe a ninguém pressionar o Supremo Tribunal Federal”. 

Esse é o sonho de Adão: Estar acima de qualquer julgamento. Ser um deus e como deus estar acima de pressões ou críticas. O próprio Adão, quando questionado por Deus sobre seu ato proibido, virou o discurso colocando o próprio Deus no banco dos réus. Ele teve a coragem de dizer para Deus: “a mulher que tu me deste” (Gn.3).

O Ministro poderia fundamentar o voto dele sem comentar a pressão sofrida, mas o coração tem uma defesa do ego. O Ministro Gilmar Mendes usou o escudo de ser o defensor do Estado de Direito, mas, o Supremo Tribunal Federal, está, há muito, sob suspeita histórica quanto à sua pureza desse “estado”. E, cada um de nós, idem.

leia a reportagem

http://g1.globo.com/pr/parana/noticia/deltan-dallagnol-diz-que-decisao-de-soltar-jose-dirceu-e-incoerente.ghtml

 

 

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