CIDADE REFÚGIO

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Paulo Zifum

 

O fundamento do ordenamento jurídico na lei mosaica diz que a punição deve basear-se na dignidade do ofendido e ser proporcional à ofensa. A dignidade humana não é definida pela sociedade ou cultura, mas pelo valor intrínseco de sua natureza: imagem e semelhança de Deus. A gravidade dos crimes contra o ser humano não pode ser relativa ao homem, mas ao Criador, a quem pertence.

Para ajudar as pessoas entenderem as proporções, a Lei de Talião resumiu assim: “olho, por olho, dente por dente” (Ex.21.24). Essa regra faz sentido, mas, isolada, dava aos vingadores a justificativa de matar sem investigar ou julgar o caso. Nisso a lei civil de Israel colocava-se à frente de sua época:

Quem ferir um homem, vindo a matá-lo, terá que ser executado. Todavia, se não o fez intencionalmente, mas Deus o permitiu, designei um lugar para onde poderá fugir.”(Ex.21.12-13)

E é esse corte da lei mosaica que aponta para a Obra de Cristo: A organização das Cidades de Refúgio em Israel:

Diga aos israelitas que designem as cidades de refúgio para que todo aquele que matar alguém sem intenção e acidentalmente possa fugir para lá e proteger-se do vingador da vítima. Quando o homicida involuntário fugir para uma dessas cidades, terá que colocar-se junto à porta da cidade e expor o caso às autoridades daquela cidade. Eles o receberão e lhe darão um local para morar entre eles. Caso o vingador da vítima o persiga, eles não o entregarão, pois matou seu próximo acidentalmente, sem maldade e sem premeditação.”  (Js.20.2-5).

Agora compare com o Novo Testamento:

para que, por meio de duas coisas imutáveis nas quais é impossível que Deus minta, sejamos firmemente encorajados, nós, que nos refugiamos nele para tomar posse da esperança a nós proposta“. (Hb.6.18)

O autor, escrevendo para hebreus, está fazendo referência ao sacerdócio de Cristo e, essa linguagem para eles era totalmente clara. As Cidades de Refúgio eram um ensino de misericórdia, porém servia apenas como “sombra” para a Graça a caminho. Quando Jesus morreu na Cruz e assumiu o duplo papel de Cordeiro e Sumo Sacerdote, ele abriu o refúgio para todos moralmente culpados. Ele tornou-se a verdadeira esperança. Nele, homicidas involuntários, homicidas premeditados como Davi (2Sm.11.5-27) e os homicidas virtuais  (1Jo.3.15) podem refugiar-se.

Todos nós precisamos buscar refúgio em Cristo. Pecamos e precisamos nos esconder por trás do grande Sumo Sacerdote (Hb.4.14), a tempo, antes do Vingador nos alcançar.

Caso alguém acuse o Cristianismo de abrigar criminosos e não fazer justiça… bem, esse é outro assunto. Quem é suficiente para entender cristãos que dizem: “Senhor, perdoa-os, pois não sabem o que fazem”? Quem pode compreender uma religião que ensina amar e orar pelos inimigos? Quem pode acompanhar um pai cristão que visita o assassino de seu filho na cadeia para orar com ele?

Cristo é nosso refúgio. Ele é o socorro das almas arrependidas que sofrerão lembranças e justas consequências terrenas de seus pecados. Ele é poderoso também para colocar o perdão no coração cheio de ódio e vingança. Para ambos os casos é um escape.

Maravilhosa Graça!

*Foto: nos filmes de aventura encontramos a cena do perseguido se salvar por um triz chegando na cidade onde o perseguidor não pode entrar.

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Um comentário sobre “CIDADE REFÚGIO

  1. Que belo entendimento. Pensamento digno de um Cristão. Levarei essa reflexão por toda a vida. Sempre irei me refugiar na cidade de “Cristo”.

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