O PALADAR QUE TEREMOS NO CÉU

Sem título

Paulo Zifum

Neurologistas dizem que a comida entra pelo cérebro como título de uma palestra. As papilas gustativas estão distribuídas na língua, no palato, na mucosa das bochechas, nas amígdalas, na úvula e na região superior da garganta, e são elas (receptores) responsáveis para identificar o “discurso”.

O prazer com o paladar novo, imagino, ocorrerá de modo misterioso, dependendo do perfil de “busca por conhecimento”. Nosso cérebro bloqueia o prazer caso associe o gosto com uma rejeição do passado ou medo futuro. Mas, convida todas as adições novas que se encaixem nas preferências já registradas. É complexo e místico.

Algumas coisas no ser humano tem um funcionamento mecânico e simples, cujas reações podem ser explicadas de modo racional. Outras desafiam a ciência, insistindo em mostrar a parte imaterial do homem. O prazer no paladar associado ao olfato é uma delas.

Mesmo ao comer de modo mecânico e distraído, apenas para repôr as energias,  o cérebro trabalha, mantendo os cálculos para provar se o sanduíche está normal. Somos capazes de fazer isso sem nenhuma emoção, mas, o paladar mantém todo o trabalho de avaliar o discurso até de um copo com água.

Agora, quando comemos e bebemos para existir, a metafísica aparece. É algo além do pasto comum. É um ato que nos diferencia de todos os animais. É uma comunhão. Não é apenas comer, é degustar, é lembrar, é viajar, é um prazer. Não podemos ser solenes assim o tempo todo, mas ninguém deve reduzir a alimentação ao ato de abastecer o tanque.

Nisso, algumas culturas se destacam, pois se negam a “encher o bucho”. Há algo mais elevado em comer, e essa elevação dispensa muita comida. Em alguns lugares do mundo, reunir 10 pessoas e oferecer 2 pizzas é mais que suficiente. A qualidade da pizza deve ser alta, não a quantidade. Em contrapartida, algumas culturas, qualidade não importa muito, mas precisam de, no mínimo, 4 pizzas. Se sobrar, se come frio pela manhã.

Voltando ao assunto, o paladar ativa a memória que busca o prazer de lembrar. A vida passa pelo paladar como um álbum de fotos boas. Às vezes, uma foto específica é procurada de modo inconsciente. A lembrança de infância ou um momento mágico da vida faz com que o ato de comer transcenda.

Comer e beber é uma ideia divina para a eternidade. Há um plano para Celebrar a História da Redenção e podemos constatar essa agenda nas palavras de Jesus: “Regozijemo-nos! Vamos nos alegrar e dar-lhe glória! Pois chegou a hora do casamento do Cordeiro… Felizes os convidados para o banquete do casamento do Cordeiro! ”
Apocalipse 19:7-9

Talvez esse pensamento ajude os cristãos a reverenciar o paladar do pão e do vinho. Há um universo de memória que nos une nesses elementos. Talvez você precise ser um pouco mais solene diante dessa e de outras refeições.

O paladar é uma benção e um tipo de encontro. É uma perfeita de ideia de Deus para celebrar a vida e o amor entre os homens. Talvez, seja por isso que deixar alguém passar fome cause impedimento de entrar no Céu (Mt.25.41-42). Mas, por meio de Jesus Cristo muitos desfrutarão a comunhão de mesa em mesa, de casa em casa, por toda a eternidade, por meio da fé acompanhada de boas obras (Mt.25.32-40).

Precisamos avisar aqueles que ainda não creram no Senhor, como ele nos mandou: “saiam pelos caminhos e valados…  pelas esquinas das ruas e convidem para as bodas todas as pessoas que encontrar, obrigue a entrar, para que a minha casa fique repleta.” (Lc.14.43).

 

 

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Um comentário sobre “O PALADAR QUE TEREMOS NO CÉU

  1. … nas amígdalas, na úvula e na região superior da garganta. São receptores responsáveis por
    identificar o “discurso”.

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