TOMEI E ME SINTO…

Sem título

Paulo Zifum

Cuidado! As ofertas feitas nos discursos evangélicos por rádio, TV, música ou postagens de encorajamento, podem reduzir o cristianismo a uma muleta psicológica.

As pessoas estão erradas, segundo a Bíblia, estão mal direcionadas e incapazes de identificar qual seu real problema existencial. Eu e você, nem sabemos qual a nossa verdadeira necessidade. Somos pacientes que, a princípio só queremos um remédio que resolva a dor, a guerra e a injustiça.

Hoje tem muita gente cristã pregando que o cristianismo tem remédio para todas as dores de cabeça. E não é mentira que a mensagem cristã seja eficaz, mas quando o discurso promete o Céu omitindo a Cruz, torna-se um placebo.

O discurso evangélico que convida a platéia a pensar em suas necessidades, é aquele que logo mostrará, por “a+b”, como as tentativas fora da igreja fracassaram. Invariavelmente, depois colocar nas mãos do próprio paciente a decisão para melhorar de vida, vem o apelo para aceitar a Jesus.

E qual é o sacrifício que esse paciente deve fazer? Bem! Aí depende do consultório. As prescrições giram em torno de práticas de virtudes, abandono de vícios, participações nas atividades religiosas e outras dicas humanistas.

Isso é ruim? De forma alguma! Nunca é ruim estimular às boas obras e um pouco de fé.

O problema está exatamente no expediente de concordar com a demanda do paciente. Igrejas que atendem a necessidade de “pão, publicidade e poder” deixam sua vocação hospitalar para serem um  tipo de “centro de estética”. Ali, há um orgulho pela capacidade de compreender as pessoas.

Mas, será que há, de fato, uma compreensão?

Bem, se você entrar numa Igreja Protestante Reformada*, não receberá uma “massagem”. Ouvirá com clareza a bondosa oferta divina descrita em Isaías 55, e por esse mesmo texto, saberá que: o que Deus quer não se harmoniza com nossas expectativas. Uma Igreja séria jamais esconde o tamanho do conflito entre Deus e os pecadores.

Imagino que você não quer ir a um hospital e sair de lá com as mãos cheias de “aspirinas”. Então, cuidado! Há uma atmosfera de “amor e encorajamento” muito suspeita por aí!

*Igreja Protestante Reformada:  leia com calma o artigo do link abaixo

http://www.mackenzie.br/fileadmin/Mantenedora/CPAJ/revista/VOLUME_XI__2006__2/Valdeci.pdf

 

Um comentário sobre “TOMEI E ME SINTO…

  1. A banalização das Escrituras passa pela inexperiências das Igrejas. Correntes são forjadas de acordo com a necessidade do fiel e da conveniência as Instituições. Rogo a Deus por organizações religiosas compromissadas com a verdade.

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