WHATSAPP: MEU PRECIOSO!

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Paulo Zifum

É um aplicativo eficaz e revolucionário! Whatsapp é uma benção! Devemos agradecer por poder resolver as coisas de modo tão rápido e fácil. É fabuloso anexar documentos e imagens com segurança. Também devemos curtir essa alegria de ver fotos e ouvir a voz de quem amamos naquelas pequenas gravações. Obrigado, Senhor!

Porém, ele pode se tornar uma maldição.

Comparo “zap” ao Anel de Sauron. Quem já assitiu o filme Senhor do Anéis, conhece bem o poder do Anel e sabe como o personagem Smeagol foi corrompido ao possuir o anel. Smeagol transformou-se em Gollum, um ser de humanidade reduzida.

Bem, sem mais delongas, digo que o whatsapp (como Face e Instagram) é um anel para ser usado. Mas, jamais o coloque no dedo. Senão, você vai viciar e não conseguirá dar as pausas que a vida pede. Se ele o dominar (porque Sauron chama) você não vai mais conseguir estar inteiro em lugar nenhum. E uma pessoa fragmentada pode deixar de ser uma pessoa.

 

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COMO SAIR DAQUI

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Paulo Zifum

Como faço para sair?

Entrei em um labirinto duas vezes. O de espelhos foi o pior. Encontrar pessoas tensas e gente chorando não ajudava em nada. Os retardados que riam enquanto andavam em círculos nos acalmavam. Sair era o propósito.

Perguntar “como faço para sair?” era inútil. Ninguém sabia. Descobrir era a tarefa. O momento em que senti vontade de chorar foi quando fiquei só. Estar perdido num labirinto na companhia de mais gente é desejável.

O desespero vem quando você começa a reconhecer que já passou por aquele lugar várias vezes e que alguém está manipulando e escondendo a saída. E você pensa: “tudo que eu queria era sair daqui”.

Vergonhoso é começar a gritar: “socorro! me tirem daqui!”, porém, bem humano. Quando já estava quase chorando, alguém de fora voltou um pouco porta a dentro e começou me chamar e eu fui tentando achar a saída ao som daquela voz salvadora.

 

 

 

 

VEJA FILMES DE GUERRA

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Paulo Zifum

Assistir um bom filme de guerra. Todos deviam. Os covardes, todos os dias. Os pedantes, todos. Os que se acham melhores que os outros deviam avaliar se a guerra os aprovaria. A guerra, talvez, mexa demais com a cabeça, os filmes, ajeitam.

Os valores surgem na guerra e os personagens revelam seus ideais. Pelo menos 2 são comuns: vencer  e sobreviver. Quando um lado se sente forte e confiante, vencer é o ideal. Quando há dúvidas, a busca por sobreviver torna-se desesperada.

A vida é retratada nessas obras do cinema. Os conflitos entre ética e maldade, verdade e a injustiça, saltam entre mortos e feridos. Pessoas indefesas se tornam escudo para que alguns poucos cheguem à vitória. E todo filme de guerra que se preza, enquadra a cena quando aliados se estranham. O companheiro aponta uma arma para o amigo, porque a guerra é insana e afirma que, a humanidade morreu.

Assim parece-me minha realidade. Sinto-me numa frente de batalha onde meus valores estão sendo testados todos os dias. Seguro minha língua cheia de munição e abro fogo contra meus inimigos. O ódio parece necessário para viver. Chego a duvidar de meus ideais e estranho meu próximo mais próximo. E choro escondido num canto por perder pessoas queridas que tombam a meu lado sem aviso.

Por fim, todos pecam na guerra, mesmo lutando do lado certo. Os episódios vão testando a resistência do soldado. Cada dia precisa decidir se acredita na causa ou se rebela contra ela. E quase sempre os mais obedientes morrem.

Há algo de tão real na vida que, uma pessoa normal considera que deve lutar para vencer ou sobreviver. Há os que fogem da luta ou negam a realidade, mas a maioria tenta agir como soldado.

Eu acredito que um bom filme de guerra pode ensinar  pessoas boas a terem sobriedade e senso de direção. Os maus gostam de ver sangue, porém, os bons conseguem extrair virtude nas cenas de horror.

EXAGEREI

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Paulo Zifum

Tenho um vício. Todos tem um, um exagero.

Falar demais é para maioria um hábito pernicioso, e delicioso. Não dizer nada sempre, é um exagero. Comer demais é algo incompreensível, pois é como acelerar o carro sem andar. Sentir tristeza pode ser um vício imperceptível. Trabalhar demais pode ser um exagero quando não é necessário para ninguém. Dormir é uma benção se não for um sono rebelde ou covarde. Gostar de algo ou alguém a ponto de segurar forte para si pode sufocar o objeto amado. Querer ser notado é um vício que pode ser escandaloso ou secreto, e é um dos mais diabólicos.

É um exagero!

Eu percebo meus vícios grosseiros e investigo os sutis. E mantenho essa sobriedade porque acho ridículo andar pelado como se estivesse vestido. Peço a Deus que cubra minha nudez porque meu próximo não costuma ter misericórdia. Suplico que me ajude a ser mais moderado, menos soberbo, mais prudente.

Então, chega!