ESCOLTA PARA MULHER

 

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Paulo Zifum

“Disse, então, Boaz a Rute: “Ouça bem, minha filha, não vá colher noutra lavoura, nem se afaste daqui. Fique com minhas servas. Preste atenção onde os homens estão ceifando, e vá atrás das moças que vão colher. Darei ordem aos rapazes para que não toquem em você. Quando tiver sede, beba da água dos potes que os rapazes encheram“. Rute 2:8,9

A luta pela segurança da mulher continua, sem trégua. As estatísticas confirmam significativo aumento de crimes contra ela, embora todas as leis criadas para protegê-la. Muitos foram  os avanços do ordenamento jurídico nas últimas décadas motivados pelo esforço de reconhecimento da dignidade da mulher. A lei Maria da Penha (2006), por exemplo,  foi o escudo de proteção mais amplo dessa história no Brasil.

Entretanto, o instinto de muitos homens não foi domado e a redução dos índices de agressão contra mulheres é ínfima,  segundo a juíza do Juizado de Violência Doméstica e Familiar (DF), Dra. Rejane Suxberger. Embora o movimento em prol da mulher tenha conquistado direitos importantíssimos (cuidado com a saúde, proteção da maternidade, oportunidades no mercado de trabalho, tratamento mais adequado e honrado, …), os dados ainda são negativos.

No Brasil, diariamente,  12 mulheres são assassinadas e 135 são estupradas. Entre 2000 a 2010, 43.7 mil mulheres foram assassinadas, sendo 40% mortas dentro de suas casas, muitas pelos companheiros ou ex-companheiros. Isso coloca nosso país na sétima posição mundial de assassinatos de mulheres (fonte: Folha de São Paulo -30/10/2017). Sem falar no espantoso índice da população carcerária feminina.  Em 16 anos, segundo o Departamento Penitenciário Nacional (Depen) este percentual  aumentou 680%. Existem aproximadamente 42.3 mil mulheres presas no Brasil (ocupamos o 5º lugar no ranking mundial).

Esses dados alarmantes desencadeiam movimentos exigindo soluções do mundo jurídico. Então, depois de 9 anos de Lei Maria da Penha, foi sancionada, em 2015, a Lei do Feminicídio.  Essa lei modifica o Código Penal para incluir o crime – assassinato de mulher por razões de gênero – entre os tipos de homicídio qualificado.

A lei foi endurecida, as penas aumentadas e o cerco fechado, porém, surge a dúvida: a mulher se sentirá mais segura? 

A reposta parece óbvia: não. Mesmo com a tutela das leis, o emponderamento feminino não se mostra intimidador aos instintos selvagens do homem cheio de ódio (vindo de bares, jogos, orgias e mesas de corrupção). Há um cenário social que revela algo além, que a Igreja Cristã denomina espiritual. E assuntos espirituais precisam de tratamento adequado.

Esse discernimento está na Bíblia, da qual a Igreja Cristã é a despenseira. Engajada historicamente com os movimentos em favor de crianças, mulheres, idodos, negros, deficientes e pobres, a Igreja acredita ser imperativo que o Estado dê proteção às classes desfavorecidas quando o egoísmo social quer privá-las de direitos. Mas, essa não é a única via .

A Igreja Cristã crê na reeducação dos homens por meio do Evangelho de Jesus Cristo, cuja pregação não de limita em dizer o que eles não devem fazer, mas, o que devem ser (pesquise 1 Timóteo 3 e 1Coríntios 13). Cada homem que se converte no Reino de Deus inicia seu discipulado e retoma a missão de proteger meninas, mulheres, mães e idosas como parte mais frágil. Essa é a verdadeira hombridade.

Sendo assim, concluímos que a conquista da segurança social para as mulheres estará garantida pelo avanço do Reino de Deus. À medida que o Evangelho é compreendido entre os homens, ocorre  de fato a “doma” dos instintos impiedosos e covardes de Adão (fig.: Adão: aquele se deixa induzir ao erro e depois, ao ser indiciado, acusa a mulher pelo crime- conforme Gn.3).

As mulheres precisam de homens segundo o coração de Deus, homens seguros e cheios de amor, gentis e sensíveis. Homens conforme o padrão de Jesus, capazes de proteger uma mulher mesmo quando ela é culpada e esteja exposta socialmente (Jo.8). A sociedade brasileira precisa de homens com coragem para livrar o oprimido do opressor.  Acreditamos que os incidentes de Jesus com algumas mulheres foram registrados, também, para referenciar a ternura com a qual elas devem ser tratadas.

O ódio contra a mulher é espiritual, tem raiz histórica na cadeia de eventos espirituais onde Satanás atua para “roubar, matar e destruir” (Jo.10.10). Esse mal só poderá ser detido por Aquele que se “manifestou para desfazer as obras do diabo”. (I João 3:8); e Ele o faz libertando homens e transformando-os em escudo para as mulheres, pois está escrito: “Porei inimizade entre você e a mulher, entre a sua descendência e o descendente dela; este lhe ferirá a cabeça, e você lhe ferirá o calcanhar” (Gn.3.15).

Com todas as leis e conquistas sociais dos últimos 50 anos, de fato, as mulheres estão menos vulneráveis.  Porém, só estarão seguras de verdade, quando homens bons e justos (no padrão de Jesus Cristo) formarem, em favor delas, uma escolta qualificada.

 

 

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Um comentário sobre “ESCOLTA PARA MULHER

  1. Participei de um lindo culto que tratou desse tema. O Pastor, com muita saberia, orientou os homens a serem como Jesus Cristo, no que diz respeito ao zelo com as mulheres. Adorei a reunião.

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