MAMOM ABAIXO!

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Paulo Zifum

O dinheiro representa muita coisa e, basicamente, quase tudo depende de tê-lo.  Ele em si, mal nenhum tem, pois é como internet, bem usado só faz bem. Mas, quando o dinheiro torna-se um ídolo, ele vira Mamom, um deus cuja ascensão fazemos sem muita atenção. E contra essa idolatria a Bíblia clama.

E quando o homem é capaz de ouvir esse clamor, converte-se. Ora, a toda conversão genuína derruba Mamom, fazendo algo semelhante ao que fez Gideão (que radicalizou derrubando o altar de Baal- Jz.6), ou como Zaqueu (que surpreendeu a todos, abrindo mão de sua riqueza -Lc19). E é isso que todo cristão deve fazer.

Como fazer?

Comece com uma confissão qualificada: “Senhor! Perdoa-me por amar o dinheiro. Perdoa-me da idolatria. Não posso te servir mantendo meu coração preso às coisas materiais. Ajuda-me, liberta-me em nome de teu Filho Jesus. Amém

Depois, empurre seu coração a participar de atos generosos de oferta, principalmente os secretos que não dão retorno. Busque a liberalidade e confirme, com doações, seu esforço em desapegar das coisas. Não dê apenas o que te sobra.

Que possamos ser como a Viúva pobre destacada por Jesus (Mc.12.41-44)! Ela não apenas derrubou Mamom, ela pisou e ateou fogo.

*Foto: Jesus derruba as mesas dos cambistas do templo e os expulsa. Mamom abaixo!

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DINHEIRINHO AMADO

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Paulo Zifum

“Porquanto, o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males; e por causa dessa cobiça, alguns se desviaram da fé e se atormentaram em meio a muitos sofrimentos.” 1Tm. 6.10

Quais são os males?

  • Todo amor ocupa lugar e quando o dinheiro vira afeto, ele invade relações prioritárias. Toma o lugar de Deus, da família e amigos e até da saúde. Porque é um amor exigente (Mt.6.24).
  • Como paixão, confunde e distorce a realidade. Corrompe o juízo de valor e a pessoa passa se achar melhor numa determinada roupa ou carro (ostentação). Faz o amante cair no ridículo da esperteza como o rabino Henry Sobel que foi flagrado roubando gravatas em Nova Yorque. Vítimas dessa louca paixão armam os esquemas mais perigosos desde forjar acidentes para fraudar seguros até mentir para parecer fantástico na rede social (vide Ananias e Safira- At.5).
  • O amor ao dinheiro ou conforto também pode reduzir nossa humanidade às cinzas. Isso podemos provar na Parábola do Bom Samaritano (Lc.10). Nessa história provocante contada por Jesus podemos ver como o darwinismo social passa por cima daquele que está caído.
  • O amor ao dinheiro traz diversos males como isolamento, discórdias (brigas domésticas e públicas), guerras (família a até nações engalfinhadas por herança-terra-recursos) e mentiras (comerciais, políticas, pesquisas falsas e todo tipo de “pedalada”).

Como podemos notar, causa muito estrago. Esse tipo de amorzinho vira um demôniozinho correndo solto pela casa, trazendo todos os males consigo.

Deus me livre e guarde!

*foto: Mamom

AMORZINHO PELO DINHEIRO

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Paulo Zifum

“A parte mais sensível do corpo humano é o bolso” Antônio Delfim Neto (economista, professor universitário, político brasileiro e, infelizmente, envolvido em escândalo financeiro em 2017)

Mexa com algum bem material do sujeito e até com a mulher dele, e conhecerá a ira. Mas a fúria, pode ser mais devastadora quando mexer no dinheiro dele” Zoe Adulus

Os cristãos são exortados a praticarem suas ofertas até chegarem ao ideal desprendimento. Entre começar a dar ofertas e tornar-se uma pessoa desprendida, há um caminho longo a ser percorrido. E uma pessoa que pratica a liberalidade chegará ao ponto do “bolso” ficar calejado. O ideal é não ser tão “sensível” com dinheiro e mais disposto com as pessoas.

O Samaritano descrito Lucas capítulo 10 parece que não era “sensível” com seu dinheirinho. Por outro lado (passando de largo), o sacerdote e o levita tinham aquele amorzinho proibido (não sei se pelo dinheiro ou pelo conforto).

Qual é sua parte mais sensível?

 

O PASTOR FICOU CANSADO

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Paulo Zifum

Não querer ser, fazer é um drama! O conflito da vontade é bem descrito na poesia abaixo.

O Poeta Ficou Cansado (Adélia Prado)

Pois não quero mais ser Teu arauto.
Já que todos têm voz,
por que só eu devo tomar navios
de rotas que não escolhi?
    Por que não gritas, Tu mesmo,
a miraculosa trama dos teares,
já que Tua voz reboa
nos quatro cantos do mundo?
Tudo progrediu na terra
e insistes em caixeiros-viajantes
de porta em porta, a cavalo!
Olha aqui, cidadão,
repara, minha senhora,
neste canivete mágico:
corta, saca e fura,
é um faqueiro completo!
Ó Deus,
me deixa trabalhar na cozinha,
nem vendedor nem escrivão,
me deixa fazer Teu pão.
Filha, diz-me o Senhor,
Eu só como palavras.

O conflito existe, pelo menos, para quem tem consciência. E o profeta Jonas (aludido por Adélia) tinha compreensão de sua tarefa essencial: pregar os desígnios de Deus. O problema é que Deus, nem sempre permite que seus arautos façam rotas próprias. O raciocínio de Jonas talvez foi: se a missão for condenar um povo duro e violento, então, avisar do juízo iminente, nada mudará. Talvez Jonas pensou numa rota diferente para chegar no mesmo lugar. Bem, quem conhece a história sabe, que o povo duro e violento de Nínive amoleceu imediatamente ao som da “voz que reboou” por meio de Jonas. O profeta estava errado.

Pastores envolvidos com todo tipo de tarefa na “cozinha eclesiástica” nos parece uma rebeldia. Estariam eles cansados de simplória tarefa definida por Pedro em Atos 6?

Deus insiste com o mesmo sistema antigo. Os pastores devem, sempre que possível, dedicar-se exclusivamente ao ministério da Palavra e da oração. Deus tem fome da Sua Palavra e das palavras de compaixão trazidas em audiência a favor do povo e, talvez, os pastores cansados, estejam a deixá-lo com fome.

Em João 6, os discípulos foram comprar comida e, quando voltaram, Jesus saiu com essa: “uma comida tenho para comer que vós não conheceis“. Eles, como a maioria de nós, nunca achavam uma aba para segurar as revelações de Jesus, e isso fica evidente quando disseram: “alguém deu comida para o Mestre“. Haja paciência! Ele completou: “A minha comida consiste em fazer a vontade daquele que me enviou“. E, se o Pai falasse naquela hora reboando o céu, talvez dissesse: “A minha comida, meu Filho, é minha vontade servida à mesa”.

Que os pastores não se deixem seduzir nesse mundo por rotas vocacionais alternativas. Podem reclamar e dizer que estão cansados, mas, devem obedecer o chamado de servir ao Senhor. E a fome dEle é da pregação do Evangelho e das boas obras que o seguem.

 

 

A TENDA COMEÇA SER DESFEITA

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Paulo Zifum

Sabendo que brevemente hei de deixar esta tenda, como nosso Senhor Jesus Cristo já me revelou“. 2 Pedro 1:14

Quem já montou uma barraca num camping, sabe como é essa habitação temporária. E quem acampa bastante já viveu a experiência de remendar a barraca velha, improvisando porque a “tenda começa se desfazer”.

A tenda é uma boa e humilhante alegoria para a vida. Nosso corpo é a habitação de nossa alma e, a pobre se vê aflita quando a saúde dá sinais de fraqueza. Infelizmente, algumas tendas parecem desfazer antes do tempo. Essa contingência, como disse o poeta Fernando Brant, “é a vida desse meu lugar”.

Entre idosos, é muito raro se falar do tema “hora de desmontar a barraca”. Há um comum apego, mesmo que a tenda esteja reduzida e toda puída. A canseira e enfado (Sl.90.10) de ficar segurando a estrutura para não cair é humilhante, mas a falta de perspectiva da vida “pós-tenda”, parece dar força para sustentar esse tabernáculo provisório.

 

AMIGA

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Paulo Zifum

A amizade é um mistério semelhante à formação das rochas, porque os sedimentos (geol material sólido desagregado, originado da alteração de rochas preexistentes e transportado ou depositado pelo ar, água ou gelo) são às vezes inexplicáveis.

Tenho uma amizade complicada. Nos conhecemos há 30 anos por uma afinidade. Sedimentamos. Dali em diante, sem querer, passamos a formar essa rocha que hoje é possível andar ao redor. Rios já sulcaram, e até a submergiram, mas, uma amizade assim, destina-se ficar firme.

Eu e minha amiga acreditamos em duas coisas: Deus criou as rochas e a Terra é nova. Assim, sabemos (e é possível saber) que, Deus planejou nossa amizade como algo fixo que Ele queria formar na Terra, e isso Ele fez antes da fundação do mundo. A Terra, segundo a Bíblia tem apenas 6.000 anos de idade (e tem toda essa formação misteriosa). Minha amizade tem apenas 30 anos e é complexa, admiravelmente.

E, como a Terra, as amizades são frágeis e totalmente dependendes do Sustentador. Nada dura sem a mão dele.

A afinade? Sim, quando conheci minha amiga estávamos apaixonados pela mesma pessoa. E foi por esse amor devocional pelo Sustentador que nos unimos, camada por camada. E, acreditamos que, quanto mais esse amor cresce, mais a afinidade aumenta. E tanto, que não sabemos se somos ou se Ele é. O que “sentimos” é que, como “pedras vivas” (1Pe2.5), nossa amizade fala mais de Jesus Cristo que de nós mesmos.

*foto: Setenil de las Bodegas (Espanha)

 

 

ESCOLTA PARA MULHER

 

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Paulo Zifum

“Disse, então, Boaz a Rute: “Ouça bem, minha filha, não vá colher noutra lavoura, nem se afaste daqui. Fique com minhas servas. Preste atenção onde os homens estão ceifando, e vá atrás das moças que vão colher. Darei ordem aos rapazes para que não toquem em você. Quando tiver sede, beba da água dos potes que os rapazes encheram“. Rute 2:8,9

A luta pela segurança da mulher continua, sem trégua. As estatísticas confirmam significativo aumento de crimes contra ela, embora todas as leis criadas para protegê-la. Muitos foram  os avanços do ordenamento jurídico nas últimas décadas motivados pelo esforço de reconhecimento da dignidade da mulher. A lei Maria da Penha (2006), por exemplo,  foi o escudo de proteção mais amplo dessa história no Brasil.

Entretanto, o instinto de muitos homens não foi domado e a redução dos índices de agressão contra mulheres é ínfima,  segundo a juíza do Juizado de Violência Doméstica e Familiar (DF), Dra. Rejane Suxberger. Embora o movimento em prol da mulher tenha conquistado direitos importantíssimos (cuidado com a saúde, proteção da maternidade, oportunidades no mercado de trabalho, tratamento mais adequado e honrado, …), os dados ainda são negativos.

No Brasil, diariamente,  12 mulheres são assassinadas e 135 são estupradas. Entre 2000 a 2010, 43.7 mil mulheres foram assassinadas, sendo 40% mortas dentro de suas casas, muitas pelos companheiros ou ex-companheiros. Isso coloca nosso país na sétima posição mundial de assassinatos de mulheres (fonte: Folha de São Paulo -30/10/2017). Sem falar no espantoso índice da população carcerária feminina.  Em 16 anos, segundo o Departamento Penitenciário Nacional (Depen) este percentual  aumentou 680%. Existem aproximadamente 42.3 mil mulheres presas no Brasil (ocupamos o 5º lugar no ranking mundial).

Esses dados alarmantes desencadeiam movimentos exigindo soluções do mundo jurídico. Então, depois de 9 anos de Lei Maria da Penha, foi sancionada, em 2015, a Lei do Feminicídio.  Essa lei modifica o Código Penal para incluir o crime – assassinato de mulher por razões de gênero – entre os tipos de homicídio qualificado.

A lei foi endurecida, as penas aumentadas e o cerco fechado, porém, surge a dúvida: a mulher se sentirá mais segura? 

A reposta parece óbvia: não. Mesmo com a tutela das leis, o emponderamento feminino não se mostra intimidador aos instintos selvagens do homem cheio de ódio (vindo de bares, jogos, orgias e mesas de corrupção). Há um cenário social que revela algo além, que a Igreja Cristã denomina espiritual. E assuntos espirituais precisam de tratamento adequado.

Esse discernimento está na Bíblia, da qual a Igreja Cristã é a despenseira. Engajada historicamente com os movimentos em favor de crianças, mulheres, idodos, negros, deficientes e pobres, a Igreja acredita ser imperativo que o Estado dê proteção às classes desfavorecidas quando o egoísmo social quer privá-las de direitos. Mas, essa não é a única via .

A Igreja Cristã crê na reeducação dos homens por meio do Evangelho de Jesus Cristo, cuja pregação não de limita em dizer o que eles não devem fazer, mas, o que devem ser (pesquise 1 Timóteo 3 e 1Coríntios 13). Cada homem que se converte no Reino de Deus inicia seu discipulado e retoma a missão de proteger meninas, mulheres, mães e idosas como parte mais frágil. Essa é a verdadeira hombridade.

Sendo assim, concluímos que a conquista da segurança social para as mulheres estará garantida pelo avanço do Reino de Deus. À medida que o Evangelho é compreendido entre os homens, ocorre  de fato a “doma” dos instintos impiedosos e covardes de Adão (fig.: Adão: aquele se deixa induzir ao erro e depois, ao ser indiciado, acusa a mulher pelo crime- conforme Gn.3).

As mulheres precisam de homens segundo o coração de Deus, homens seguros e cheios de amor, gentis e sensíveis. Homens conforme o padrão de Jesus, capazes de proteger uma mulher mesmo quando ela é culpada e esteja exposta socialmente (Jo.8). A sociedade brasileira precisa de homens com coragem para livrar o oprimido do opressor.  Acreditamos que os incidentes de Jesus com algumas mulheres foram registrados, também, para referenciar a ternura com a qual elas devem ser tratadas.

O ódio contra a mulher é espiritual, tem raiz histórica na cadeia de eventos espirituais onde Satanás atua para “roubar, matar e destruir” (Jo.10.10). Esse mal só poderá ser detido por Aquele que se “manifestou para desfazer as obras do diabo”. (I João 3:8); e Ele o faz libertando homens e transformando-os em escudo para as mulheres, pois está escrito: “Porei inimizade entre você e a mulher, entre a sua descendência e o descendente dela; este lhe ferirá a cabeça, e você lhe ferirá o calcanhar” (Gn.3.15).

Com todas as leis e conquistas sociais dos últimos 50 anos, de fato, as mulheres estão menos vulneráveis.  Porém, só estarão seguras de verdade, quando homens bons e justos (no padrão de Jesus Cristo) formarem, em favor delas, uma escolta qualificada.