ELEVE SUAS CONVERSAS

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Paulo Zifum

Sua conversa me impede de te ver. Desanima-me.

Em meio a um mundo cheio de palavras, os verbos ficam fracos e as pessoas não conseguem subir de nível depois de um pequeno diálogo. Por vezes, dependendo da conversa, há uma queda de toda inteligência.

Precisamos, urgente, elevar o nível de nossos diálogos, de nossas defesas e explicações. Precisamos aprender com o Mestre* das respostas sinceras e inteligentes e o Professor das perguntas cirúrgicas: Jesus!

Note com atenção a conversa que ele teve com um governador romano:

Pilatos então voltou para o Pretório, chamou Jesus e lhe perguntou: “Você é o rei dos judeus?” Perguntou-lhe Jesus: “Essa pergunta é tua, ou outros te falaram a meu respeito? “Respondeu Pilatos: “Acaso sou judeu? Foram o seu povo e os chefes dos sacerdotes que entregaram você a mim. Que é que você fez? ” Disse Jesus: “O meu Reino não é deste mundo. Se fosse, os meus servos lutariam para impedir que os judeus me prendessem. Mas agora o meu Reino não é daqui”. “Então, você é rei! “, disse Pilatos. Jesus respondeu: “Tu dizes que sou rei. De fato, por esta razão nasci e para isto vim ao mundo: para testemunhar da verdade. Todos os que são da verdade me ouvem”. “Que é a verdade? “, Então perguntou a Jesus: “De onde você vem? “, mas Jesus não lhe deu resposta. “Você se nega a falar comigo? “, disse Pilatos. “Não sabe que eu tenho autoridade para libertá-lo e para crucificá-lo? ” Jesus respondeu: “Não terias nenhuma autoridade sobre mim, se esta não te fosse dada de cima. Por isso, aquele que me entregou a ti é culpado de um pecado maior“. (Jo.18.33-40 – 19.9-11)

Percebeu?

Jesus mantém a calma, no esforço de ser coerente. Ele tinha pedido ao Pai “se possível passe de mim esse cálice”, numa conversa de entrega à vontade soberana. Agora, Pilatos surge como uma possibilidade de escape, mas Jesus não poderia reduzir o diálogo e apresenta ao nobre juiz romano uma lógica profunda sobre o que significa autoridade delegada.

Nossas conversas revelam nossa identidade que, frequentemente é ameaçada por circunstâncias e moldada por conveniências. Pelo “temor do homem” (Pv.29.25) podemos cair na tentação de emitir lisonjas (dizer o que se quer ouvir) ou tratar de modo rude (emitir ameaças). Nesse caso ego ducitor toda conversa é rasteira.

Mas, se tratarmos as pessoas como Jesus, vamos “jogar para o alto” os temas das conversas, considerando o quanto este mundo é provisório e quanto importa crer que Deus é soberano. Se elevarmos o assunto como fez Jesus, evitaremos as distorções em torno do “estar certo ou errado”.

Sem aumentar o tom de voz, podemos copiar a Jesus, como dele foi escrito: “Eis o meu servo, a quem sustento, o meu escolhido, em quem tenho prazer. Porei nele o meu Espírito, e ele trará justiça às nações. Não gritará nem clamará, nem erguerá a voz nas ruas. Não quebrará o caniço rachado, e não apagará o pavio fumegante. Com fidelidade fará justiça; não mostrará fraqueza nem se deixará ferir, até que estabeleça a justiça sobre a terra”.(Is.42.1-4).

Seguindo o Senhor, nosso modo de responder se torna mais econômico, pois acreditamos que o outro não precisa de nossa validação para se autoafirmar.

Pai e mãe, ao elevarem o discurso, dialogam com seus filhos com inteligência ao oferecerem os porquês, e jamais se vitimizam como alguns fazem em conversas agonizantes, suplicando serem ouvidos. Os filhos percebem quando seus pais estão inseguros, mas ficam cautelosos quando conversam com pais que falam do tema “vontade de Deus”.

Casais cristãos que elevam o trato de seus conflitos, apelam sabiamente para o Reino de Deus. Porque, se não voltarem para o Ceú, logo estarão brigando por um reino pequeno demais.  Elevando o diálogo “os que usam as coisas do mundo, (conversam) como se não as usassem; porque a forma presente deste mundo está passando.” (1Co.7.31). Esposas devem praticar o “seja a tua vontade” para encerrar longas discussões. Maridos devem levar o conversa para o “vamos orar e buscar de Deus uma direção”.

Filhos devem acreditar que seus pais “nenhum poder teriam se do alto não lhes fosse dado”. A conversa toma outro rumo quando os filhos confiam em Deus. Se “o coração do rei é como um ribeiro de águas caudalosas nas mãos do Senhor; este o inclina para onde deseja” (Pv.21.1), então, a conversa torna inteligente.

E nada pode ser tão inteligente que falar de política com a cosmovisão de Jesus! Ele elevou o assunto ao Céu a ponto de Pilatos ficar apavorado e perguntar: Que é a verdade? O governador romano não sabia mais, exatamente, diante de quem ele estava. Ficou atordoado com o nível de segurança de Jesus e como ele via politicamente o mundo.

Jesus era seguro e sabia conduzir uma conversa. E é isso que precisamos tanto! Elevar  para alcançar um nível mínimo de segurança, sinceridade, objetividade, profundidade e amabilidade.

Coram Deo!

 

 

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Um comentário sobre “ELEVE SUAS CONVERSAS

  1. Em um tempo pretérito, ouvindo atentamente a ministração de um jovem Pastor, membro da denominação da qual faço parte – ICE, tive o privilégio de guardar a seguinte expressão “O que faria JESUS em meu lugar?”. Desde então, tenho recorrido à esta orientação quando preciso me posicionar a respeito de algum assunto relevante. Agora, diante do texto acima colocado, vejo que a assertiva em destaque (“O que faria JESUS em meu lugar”), aplica-se, de fato, a toda espécie de diálogo entre pessoas. Não podemos negar que as lições deixadas por Jesus se amoldam a qualquer seara de nossas vidas. Doravante recomendo: Falem como Jesus!

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