SAMARITANO BOM

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Paulo Zifum

A ajuda vem de onde menos se espera. Criamos expectativa de que um solteirão bem-sucedido vai socorrer, mas a mão vem de um pedreiro casado com três filhos. Às vezes, alguém rico envolve-se não apenas em dar esmolas mas em fazer amizade com um pobre.

Jesus contou a singular Parábola do Bom Samaritano. Seus personagens e detalhes tornam a parábola profunda e vale a pena um estudo acurado, mas a grosso modo, qualquer leitor pode notar uma coisa: ninguém consegue sair ileso depois de ouvir. Era um poderoso recurso didático que exigia a identificação com os personagens, gerando um confronto quase que imediato.

O assunto é o amor ao próximo e Jesus define que ao vermos uma necessidade podemos tomar 2 atitudes: “passar de largo” ou “passar perto”.

Depois de ver, a consciência de uma pessoa normal pede uma ação caridosa (o pouco de Deus que ainda restou em nós após a Queda). Podemos “driblar” nossa consciência justificando nossas urgências ou julgando a dignidade da causa. A atitude de “passar de largo” talvez seja a razão porque a maioria das dores humanas não sejam aliviadas.

E quem pode afirmar que sempre irá “passar perto”? Quem pode arrogar-se assim? Até Madre Teresa de Calcutá negligenciou atendimento adequado sob a desculpa do doente não ter mais tempo de vida.

Conjugue: Eu “passo de largo”/ Você “passa de largo”/ Nós “passamos de largo”.

O desafio será sempre “passar perto”. O custo pode ser notado na foto acima. Observe a foto. A tarefa de cuidar de alguém pode ser solitária e pesada. Pode comprometer mais do que você gostaria. Às vezes, socorrer alguém implica enfrentar opressores e se indispor contra inimigos. O gesto perigoso de perguntar: “você está precisando que eu faça algo?” pode tornar você responsável e isso o Sacerdote e o Levita quiseram evitar.

E é exatamente isso que significa amar o próximo: ser por ele responsável. Caim ao ser indagado sobre o paradeiro de seu irmão Abel, respondeu: “Por acaso eu sou tutor de meu irmão?”. Bem, Deus respondeu: “Sim!”. E cobrou dele o sangue de Abel (Gn.4).

Eu quero ser bom, o problema é que, ser bom pode ser ruim pra mim. Preciso abrir mão de outras coisas, abrir mão de meu conforto e minha agenda, e, pior ainda, de minhas reservas financeiras.

Para ser um samaritano bom preciso passar perto daquilo que vejo, com gesto, com um abraço, com uma pequena caridade ou com um sacrifício maior.

Quem quer ser bom?

 

 

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