RESPONDER À ALTURA

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porque não se pode curar um enfermo se não se conhece a doença que o acometeu. Por isso, os nossos predecessores, melhores até do que nós, não puderam responder adequadamente aos discípulos de Valentim, pois não conheciam a doutrina deles” Adversus Haereses, Santo Irineu -pg.218

Essa é a tarefa na qual se inquietam médicos pesquisadores: conhecer a doença, seus sintomas e gravidade, para aplicar tratamento eficaz. E é comum que doutores mais dedicados superem os mais inteligentes pelo fato de lutarem em dobro no estudo das moléstias. Assim, do mesmo modo, o teólogo e profeta se destacam ao tratar com eficácia as distorções de seu tempo.

O século XX e XXI produziram homens que foram leões como Santo Irineu. Embora, nem todos tenham sido biblicistas, mas, com certeza, conheciam bem as moléstias filosóficas e religiosas de nosso tempo.

Em grande parte, eles lutaram contra o panteísmo, humanismo e ateísmo em versões muito sutis. G.K. Chesterton, C. S. Lewis, Cornelius Van Til, Francis Schaeffer,  Robert Charles Sproul e outros notáveis, foram peritos no trato com as “viroses” que matam a fé.  Unidos a esses escritores de valor, estão Alvin Carl Plantinga e William Lane Craig, homens habilidosos em responder adequadamente aos “valentins fanfarrões da ciência” em nossos dias.

Podemos dizer como o esforçado e humilde* Irineu? Podemos afirmar que somos mais preparados que a geração de cristãos que vieram antes de nós? Prontos para responder à altura as provocações de nosso tempo?

É necessário empenho para entender o doutrinamento social e, de modo bíblico e seguro, dialogar com ele com “as armas da nossa milícia” que “não são carnais, e sim poderosas em Deus, para destruir fortalezas, anulando nós sofismas” (2Co.10.4),  “estando sempre preparados para responder a todo aquele que vos pedir razão da esperança” (1Pe.3.15) que há em Cristo.

*humilde: “Não procures em nós, que vivemos entre os celtas, e que na maior parte do tempo usamos uma língua bárbara, nem a arte da palavra, que nunca aprendemos, nem a habilidade do escritor em que nunca nos exercitamos, nem a elegância da expressão, nem a arte de convencer, que desconhecemos. Mas, na verdade, na simplicidade e na candura, aceitarás com amor o que com amor foi escrito e desenvolvê-lo-ás por tua conta, visto que és muito mais capaz do que nós.”  Adversus Haereses, pg.25

 

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