QUANDO DEUS NOS ATRAI PARA LUZ

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Paulo Zifum

Quando a luz divina ilumina o homem, esse percebe sua sujeira, porém a noção do erro, que traz culpa, apenas prepara para o juízo. Se Deus não conceder ao homem o afeto adequado (tristeza) para que se chegue ao arrependimento, a claridade apenas o condenará. A luz informa, mas não gera amor, ora, é o amor que faz com que sintamos pesar pela ofensa.

Há uma sensível diferença entre sentir vergonha por ser descoberto e lamentar por entristecer alguém (Gn.3.8-12). Adão, o homem nu, fez o que fazemos hoje: fugir ou fingir. Porém, esse não é maior problema. A grande revelação foi que, na audiência com Deus, Adão não foi capaz de se retratar com a pessoa ofendida. Deus pergunta: “você fez o que eu proibi?” e a resposta foi uma negação conforme está escrito: “Este é o julgamento: a luz veio ao mundo, mas os homens amaram as trevas, e não a luz, porque as suas obras eram más. Quem pratica o mal odeia a luz e não se aproxima da luz, temendo que as suas obras sejam manifestas. Mas quem pratica a verdade vem para a luz, para que se veja claramente que as suas obras são realizadas por intermédio de Deus” (Jo.319-21). Temos a impressão que Adão respondeu a Deus por trás das folhas, sem ir ao encontro dele assumindo sua nudez, sem confessar sua culpa. A luz, como a lei, condena o homem (Rm.7).

Entretanto, quando o Espírito Santo age sobre o homem “coberto de trevas” (Gn.1.2), o convence do pecado e do juízo (Jo.16.8). Foi o que ocorreu com Isaías, o profeta nu, pois a luz não trouxe apenas vergonha, não produziu apenas o temor do juízo, mas um lamento relacionado à pessoa de Deus, ou seja, amor por Ele (Is.6). Diferente de Adão, Isaías sentiu preocupação por perceber que ele e todos, estavam ferindo o caráter de Deus. O mea culpa volta-se para a pessoa santa de Deus em confissão. Nesse caso, Deus não apenas se revela, mas atrai para si.

Deus não concede essa percepção a todos. Jesus ao citar o profeta Isaías, diz:  “A vós foi concedido o mistério do Reino de Deus; aos de fora, entretanto, tudo é pregado por parábolas, com o propósito de que: ‘mesmo que vejam, não percebam; ainda que ouçam, não compreendam, e isso para que não se convertam e sejam perdoados” (Mc.4.11). E ainda exulta: “Eu te louvo, Pai, Senhor dos céus e da terra, porque escondeste estas coisas dos sábios e cultos, e as revelaste aos pequeninos. Sim, Pai, pois assim foi do teu agrado.” (Mt.11.25-26).

Quando Deus lança luz, o juízo está próximo, mas quando ele nos atrai para sua maravilhosa luz, a salvação é chegada. O homem sabe quando está sendo atraído pelas afeições que o direcionam para Deus. Embora haja luta com remorsos e constrangimentos, o homem nu que está sendo atraído, sente tristeza pela quebra do relacionamento com Deus e pela tristeza causada ao Amor. Essa luz, por fim, o levará à alegria do Dia Perfeito.

MONERGISMO-ELEIÇÃO

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