AMOR DE MÃE

Sem título

Paulo Zifum

Tenho quase 50. Ela tem quase 90. Fiz uma viagem a trabalho que permitiu que a visitasse. Ela me recebeu com aquele sorriso de Deus, como se eu não a devesse nada. Agarrou-me e, com um beijo repetiu todo o gesto divino. Toda vez que chego no fim da tarde em seu portão, sinto-me tão pequeno e frágil. Ela coloca um anel em meus dedos e sandálias em meus pés, e me serve com melhor banquete.

Ao sair à noite para visitar um amigo, ela deu-me a chave e explicou na cozinha onde encontrar mais comida ao voltar. Quando voltei, uma cena tão simples envolveu meu coração. A cama arrumada, lençóis limpos e uma toalha cheirosa bem dobrada e até separou algumas peças de roupa de dormir.

Sou um dos filhos mais relaxados, daquele que quase não telefona pra ela. E como ela me trata? Igualzinho ao jeito que Deus me faz! Um rio de bondade imerecida.

Se o amor é mais forte que a morte, o de Carmelita é invencível!

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