O BENEFÍCIO DA DÚVIDA

Resultado de imagem para faça aos outros o que você gostaria que fizessem a você

Paulo Zifum

Acredito que 50% dos conflitos entre as pessoas acabariam se o benefício da dúvida fosse concedido. Perguntar ao outro o que de fato aconteceu, dando chance de esclarecer, é uma bondade rara.

Júlia, com 4 anos foi para a creche. Seus desenhos eram sempre feitos com lápis preto. A mãe notou isso e foi consultar as professoras. Haviam notado essa preferência sombria e contaram que os desenhos das outras crianças eram muito coloridos. A mãe disse que em casa Júlia usava giz-de-cera colorido, mas não entendia seus desenhos na escola. Ficaram discutindo os possíveis conflitos e bloqueios de comportamento, quando o pai resolveu intervir: -Por que você não perguntam para ela?

Júlia respondeu que as coleguinhas maiores sempre pegavam todos os lápis de cor antes dela. E ficou comprovado que a fixação no problema nos faz esquecer que precisamos ouvir as pessoas. Podemos formular as teses mais exageradas ou simplistas. Podemos destruir a imagem de alguém ou desprezar a gravidade de uma situação, simplesmente por não ouvir a opinião dos envolvidos.

Pais, filhos e cônjuges deveriam sempre perguntar com calma: Por que você fez isso? Amigos de verdade procuram saber as razões, por mais maluca que tenha sido a atitude.

Dar o benefício da dúvida é uma atitude cristã. Procurar saber a verdade é uma prudência contra boatos. Mas… triste época vivemos! As pessoas acreditam em tudo e “descem o pau” sem ao menos ouvir a outra parte. Brigas estúpidas são alimentadas pela má intuição sobre a fala do outro. Quando alguém pergunta “O que você quis dizer com isso?” com tom de ameaça significa que já tem um veredito. Poucos querem realmente ouvir caridosamente os motivos.

Fulano demora para responder uma mensagem, pronto! Respondeu de modo sêco, pronto! Não respondeu e ficou em silêncio, pronto! Resmungou, pronto! Brigou e falou um baita palavrão, pronto! Não apareceu no compromisso, é um relaxado que não valoriza encontros. Deu uma vacilada no trânsito, é um folgado. E, por aí, vai a lista de intolerância e julgamento barato.

Dê aos outros o benefício que gostaria que dessem a você! 

As recomendações bíblicas abaixo guiam a uma sensível mudança de mentalidade:

O amor deve ser sincero. Odeiem o que é mau; apeguem-se ao que é bom. Dediquem-se uns aos outros com amor fraternal. Prefiram dar honra aos outros mais do que a si próprios. Não sejam orgulhosos, mas estejam dispostos a associar-se a pessoas de posição inferior. Não sejam sábios aos seus próprios olhos. Não retribuam a ninguém mal por mal. Procurem fazer o que é correto aos olhos de todos. Façam todo o possível para viver em paz com todos. Amados, nunca procurem vingar-se, mas deixem com Deus a ira, pois está escrito: “Minha é a vingança; eu retribuirei”, diz o Senhor. Pelo contrário: “Se o seu inimigo tiver fome, dê-lhe de comer; se tiver sede, dê-lhe de beber. Fazendo isso, você amontoará brasas vivas sobre a cabeça dele“.

Romanos 12:9-20

 

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