ESTEJA PRONTO QUANDO ELE CHAMAR!

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Paulo Zifum

Jesus proferiu diversos tipos de alerta para seus discípulos. No capítulo 12 do Evangelho de Lucas, o Senhor exorta quanto a ser verdadeiro mesmo diante do perigo e manter a pública confissão de fé. Avisa sobre o tipo de pecado que não tem perdão. Estimula a confiança no Espírito Santo. Pede atenção quanto ao erro de confiar nas riquezas materiais. Alerta quanto ao perigo das ansiedades por conforto e aconselha a vida generosa que pratica o desapego, pois há uma tendência a colocar na vida aqui todo o significado. Jesus lembra que há um Céu.

Depois de tratar pontos diversos, Jesus passa a tratar de modo mais extenso sobre o fim dos tempos e a necessidade de vigilância. E por quê o mestre dedicou tanto tempo ao assunto? Porque os esforços não fazem sentido se não há juízo, prazo e recompensa eterna.

Jesus sabia que a falta de temor é um sintoma da irreverência, que gera religião de aparência, um espírito profano, infiel, idólatra e até veladamente rebelde. Por isso alertou seus discípulos: “acautelai-vos da hipocrisia, da covardia, da avareza e do sono infiel de se viver para si”.

Jesus fala que os discípulos são mordomos de Deus. Se esses mordomos perderem o temor e a noção de que o Senhor pode voltar a qualquer momento acabarão se tornando como aquele servo que dizia “meu senhor tarde em vir, vou comer, beber e curtir”. Embora muitos não falem dessa forma, mas é assim que vivem, negligenciando os interesses do Reino.

Jesus alerta que Ele voltará a qualquer hora e deseja encontrar seus discípulos prontos, com tarefas feitas provando que pensavam nele o tempo todo.

 

 

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SALMO 91 em um ponto

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Paulo Zifum

Porque a mim se apegou com amor, eu o livrarei; pô-lo-ei a salvo, porque conhece o meu nome. Ele me invocará, e eu lhe responderei; na sua angústia eu estarei com ele, livrá-lo-ei e o honrarei. Salmo 91.14-15
Nos apegamos às pessoas, mas nem sempre por amor. E é difícil admitir… quantas vezes o benfeitor é a última coisa que queremos? E as pessoas percebem quando são apenas meios e não um fim em si. Ainda bem que, na maioria das vezes, somos perdoados por isso, pois há compaixão devido nossa enorme carência.
Porém, o Salmo fala de uma relação nobre, onde Deus se diz amado, não pelos benefícios que oferece (às vezes penso que esse Salmo fala exclusivamente de Jó). E isso é maravilhoso vindo de Deus que conhece uma pessoa por dentro.
É uma experiência elevada esse “apegar-se por amor”. A pessoa pode te desapontar e você supera e continua amando. Ela pode negar um pedido seu, pode agir de modo que não compreenda, e você continua apegado. É comovente esse tipo de amor!
*Salmo 91 é um sítio muito grande de riquezas poéticas e teológicas. Tem de tudo. Tem mistério, tem demônios, tem guerra, tem anjos e, acima de tudo, muita ternura.

ESCAPEI

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Paulo Zifum

Se não fora o Senhor, que esteve ao nosso lado, ora diga Israel;
Se não fora o Senhor, que esteve ao nosso lado, quando os homens se levantaram contra nós,
Eles então nos teriam engolido vivos, quando a sua ira se acendeu contra nós.
Então as águas teriam transbordado sobre nós, e a corrente teria passado sobre a nossa alma;
Então as águas altivas teriam passado sobre a nossa alma;
Bendito seja o Senhor, que não nos deu por presa aos seus dentes.
A nossa alma escapou, como um pássaro do laço dos passarinheiros; o laço quebrou-se, e nós escapamos.
O nosso socorro está no nome do Senhor, que fez o céu e a terra.

Salmos 124:1-8

Se não fosse o Senhor, eu teria acabado comigo, com minha saúde, meu casamento, minha família e tudo que tenho de mais precioso. Se não fosse o Senhor, eu teria sucumbido nas palavras maldosas e julgamentos dos homens.

Se não fosse o Senhor não teria escapado, “viajando de uma parte a outra, enfrentando perigos nos rios, perigos de assaltantes, perigos dos meus compatriotas, perigos dos gentios; perigos na cidade, perigos no deserto, perigos no mar, e perigos dos falsos irmãos” (2Co.11.26).

Se não fosse o Senhor, teria caído no laço de negar meu pecado, como fez Adão, tornando covarde para sempre. Teria feito como narrou nosso poeta Fernando Pessoa, “quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado, para fora da possibilidade do soco”, esquivando-me da Cruz.

Mas, agora, sigo o Apóstolo Paulo, que pergunta: “quem me livrará?”, e suspiro com ele: “Graças a Jesus Cristo!”. Ele nos tirou os pés do laço do passarinheiro e nos levará a salvo para o seu Reino.

*Imagem: Essa tela foi escolhida para manter a noção paradoxal do “escapar” cristão. Pedro, conta-se a tradição, morreu crucificado.

ESCAPEI DO LAÇO? parte 3

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Paulo Zifum

quem me livrará do corpo desta morte? ” Apóstolo Paulo, discursando ao Romanos.

Desejamos ser livres, mas é muito difícil escapar dos laços que nós mesmos armamos. Veja o exemplo da tristeza. Arnaldo Antunes, cantor brasileiro, soltou essa frase: “a tristeza é uma forma de egoísmo”. Esse tipo, é um laço que prende o triste e o que assiste. Quem dá conta dessas coisas?

E o diabo (oportuno falar dele), promove os empurrões para nos ver caindo no tapete do nosso ego. O trevoso, bem que arrumou uma brecha no sistema de pensamento de Pedro, e o usou assim: -Mestre, tem dó de ti mesmo!  Nunca morrerás!

Essa frase na boca de Pedro foi dita num momento em que Jesus estava abatido e fragilizado por toda pressão e perseguição social que sofria. Ele estava para morrer na Cruz e tinha tudo para cair no laço de sentir dó de si, mas virou para Pedro, que era uma agência naquele momento, e disse: -Arreda de mim Satanás! (Mt.16.23).

Bem, nem tudo é diabo, mas a maioria de nossos desejos e sentimentos deviam estar sob suspeita. Pois, como disse Salomão, “fomos criados livres, mas nos metemos em muitos laços” (Ec.7.29), por cobiça, por orgulho ou medo.

E a pergunta acima não quer calar: “quem nos livrará do laço desse corpo”?

 

ESCAPEI DO LAÇO? parte 2

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Paulo Zifum

A maioria das pessoas não percebem o potencial que temos de ser um laço. E quantas relações se tornam verdadeiras arapucas?

Já constrangi parentes, amigos e desconhecidos a irem comigo uma milha. Arrependo-me das tantas vezes que preparei narrativas em forma de laço para convencer, ganhar descontos e receber perdão.

Agora, com a ajuda de Deus, desfarei de minha língua os laços e essa mania odiosa de querer prender as pessoas a mim. Ele há de me ensinar a ser um servo, que deixa o outro ir, sem laço e sem pedágio.

ESCAPEI DO LAÇO? parte 1

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Paulo Zifum

O amor humano quer ser irresistível. Deseja governar as pessoas, e não as quer como livres, mas, por todos os meios, ganhar, possuir, capturar” Dietrich Bonhoeffer (Vida em Comunhão -p.34)

Devido ao pecado presente no coração humano, as relações de amor, até de mãe e filhos, corre risco de desfocar do amor verdadeiro. O amor, segundo Deus, é respeitável e mantém a distância de segurança para preservar a individualidade do outro.

A Bíblia tanto ensina o amor divino como denuncia o amor humano. Se você ler o primeiro livro, Gênesis, poderá, desde o princípio notar o respeito de Deus ao inquirir Adão após o pecado. Também poderá perceber nas narrativas sequentes como as relações de amor dos personagens se inclinam para “por todos os meios, ganhar, possuir e capturar”. A humanidade caída tem amor, mas, como citou Bonhoeffer, “cheio de técnicas  psicológicas e manipulação que desumanizam”.

 

DIVÓRCIO EM 1916

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“Como os interesses, que se regulam pelo casamento, não são transitórios, como não são apenas, dois indivíduos, que se unem, e sim, também da sociedade e dos filhos, como esses interesses são permanentes, porque a família é de natureza permanente, a perpetuidade do vínculo matrimonial traduz, com felicidade, a relação criada por esse concurso de solicitações diversas, egoístas e altruístas, harmoniza e equilibra os impulsos da liberdade individual, que não quer limitações, e as necessidades sociais, que as impõem, em benefício da coletividade, da prole e, também, dos próprios cônjuges, para os quais a dissolubilidade é, muitas vezes, um incentivo para a dissolução”

Comentário do Código Civil dos Estados Unidos do Brasil, por Clóvis Bevilaqua, o próprio jurista que elaborou o Código Civil de 1916.

Lei 3.071 art.315 -A sociedade conjugal termina

I. Pela morte de um dos cônjuges. II. Pela nullidade ou annullação do casamento. III. Pelo desquite, amigável ou judicial.
Parágrafo único. O casamento válido só se dissolve pela morte de um dos cônjuges, não se lhe applicando a presumpção estabelecida neste Codigo.